Resenha: Marcados Para Sempre (Inked Armor), Helena Hunting

21 novembro 2016


Título:
 Marcados Para Sempre
Autora: Helena Hunting
Editora: Suma de Letras
Edição: 1
Ano: 2016
Páginas: 312
Gênero: Romance
ISBN: 978-8-5565-1000-6


Marcados Para Sempre (Inked Armor), é a continuação da série À Flor da Pele escrita por Helena Hunting.

Neste volume, continuamos imersos no mundo de Hayden e Tenley, só que desta vez somos apresentados a um Hayden Stryker triste, taciturno, abandonado, que ainda tenta entender os motivos que levaram Tenley a deixar a cidade tão repentinamente após receber a visita do ex-cunhado. Sem entender os motivos da moça, Hayden tira suas próprias conclusões e elas não são nada boas. Para o tatuador, Tenley o via como uma espécie de punição, algo que ela merecia por ter colocado toda sua família dentro daquele avião que destruiu sua vida.

Agora, Hayden e Tenley tentam uma reconciliação, algo que não vem fácil. Depois de tudo o que passaram, tanto no presente quanto no passado, ambos dedicam-se a encontrar aquela conexão que sentiam e que tornava seu relacionamento diferente dos demais; uma conexão que tornou-se defeituosa após o sumiço de Tenley. 

Hayden já não é mais o mesmo. Ainda que com sua fama de durão, com seus piercings e tatuagens que ajudam a maquiar sua dor e confusão, ele percebe que sua vida mudou e que depois de Tenley, nada será como antes. 

Neste livro, Helena Hunting nos mostra um pouco a preocupação que acaba tomando conta dos amigos do tatuador, que temem que ele tenha uma recaída tão ruim quanto a do passado. Hayden já não sabe viver sem a presença de Tenley e considerando o andar da carruagem, é de se esperar que a autora cave um pouco mais fundo, mas isso não acontece. O início da narrativa nos faz imaginar que haverá todo aquele drama (que eu amo), que haverá reviravoltas, que algo enorme vai acontecer e mudar tudo, mas não. Nada acontece. Confesso que esperei muito mais, porque o início é maravilhoso. Você enxerga a vulnerabilidade do Hayden e acaba esperando um pouco mais disso, mas o decorrer da narrativa vai esfriando gradativamente até que o livro termina e você fica pensando que realmente poderia ter tido mais.

Publicada pela editora Suma de Letras, a série À Flor da Pele é composta por dois livros e três contos que ainda não foram publicados no Brasil. Recentemente a autora lançou um terceiro livro — Fractures in Ink — que conta a história de dois personagens secundários, Sarah e Chris.

Resenha: À Flor da Pele (Clipped Wings), Helena Hunting

18 novembro 2016


Título:
 À Flor da Pele
Autora: Helena Hunting
Editora: Suma de Letras
Edição: 1
Ano: 2015
Páginas: 336
Gênero: Romance
ISBN: 978-8-5810-5288-5


Sinopse

No primeiro volume da série À flor da pele, dois jovens traumatizados encontram o amor em uma relação que desperta sensações à flor da pele.

Tudo na tímida Tenley Page intriga o tatuador Hayden Stryker de um modo que ninguém jamais conseguiu: do cabelo longo e esvoaçante com aroma de baunilha até a curva suave do quadril... E o interesse dele só aumenta quando ela pede que ele tatue um desenho incomum em suas costas.

Com seu jeito durão, Hayden é tudo que Tenley nunca se atreveu a desejar. A química entre os dois é instantânea e desperta nela o desejo de explorar o corpo escultural que há por baixo de tantas tatuagens. Traumatizada por um passado trágico, Tenley vê em Hayden a chance de um recomeço. No entanto, o que ela não sabe é que ele também tem segredos que o impedem de manter um relacionamento por muito tempo.

Quando os dois mergulham em uma relação excitante e enfim passam a confiar um no outro, lembranças e problemas batem à porta — e talvez nem mesmo a paixão entre eles seja capaz de fazê-los superar seus traumas.



Terapiando...

À Flor da Pele é o primeiro volume de uma série de cinco livros – dois deles publicados no Brasil – escritos por Helena Hunting.

A narrativa gira em torno do encontro entre os protagonistas, Tenley Page e Hayden Stryker, dois jovens com passados traumáticos que tentam se libertar da sombra de seus dias trágicos e dolorosos.

Tatuador e dono do estúdio Inked Armor, Hayden faz o estilo durão e intimidador. É o seu corpo tatuado e seus numerosos piercings que deixam Tenley intrigada, apesar de seu esforço em afastar-se das pessoas e evitar qualquer tipo de contato social além do necessário. Tímida e introspectiva, Tenley muda-se para Chicago, vinda de uma cidadezinha chamada Arden Hills, algum tempo depois da grande tragédia de sua vida. Seu objetivo é cortar vínculos com seu passado e com tudo aquilo que tira o seu sono durante a noite. É claro que tudo isso na medida do possível, já que é difícil esquecer completamente tamanha desgraça.

Marcada para sempre por um terrível acidente, Tenley acaba se aproximando de Hayden quando consegue um emprego de meio período na loja de antiguidades da tia do rapaz e decide fazer uma tatuagem que para Hayden, é algo fora do comum.

É uma história sobre confiança, aproximação e principalmente lidar com seus próprios medos, com aquilo que mais nos assombra. E no caso de Tenley, essas “assombrações” parecem não ter fim.

São 336 páginas onde Helena Hunting nos presenteia com uma história onde é possível sentir a tensão entre os personagens, onde a atração entre eles não passa despercebida. Onde ela nos apresenta a personagens secundários maravilhosos (destaque para Chris e Sarah), que só são chamados assim porque precisam ser chamados de alguma maneira, mas que na realidade são tão protagonistas quanto os verdadeiros personagens principais. Isso você entende mais ao ler os contos publicados pela autora.

À Flor da Pele foi publicado no Brasil em 2015 pela editora Suma de Letras.

Resenha: The Silent Waters, Brittainy C. Cherry

22 setembro 2016



Título: The Silent Waters
Livro número #3 da série The Elements
Autora: Brittainy C. Cherry
Gênero: Romance 
Data de lançamento: 22/9/2016



SINOPSE
Momentos.
Nossas vidas são uma coleção de momento. Alguns extremamente dolorosos e cheios das dores do passado. Alguns lindamente cheios de esperança e cheios das promessas do futuro.
Eu tive muitos momentos em minha vida, momentos que me transformaram, que me desafiaram. Momentos que me assustaram e que tomaram conta de mim. No entanto, os maiores momentos — os mais desoladores e de tirar o fôlego — todos incluíam ele.

Eu tinha dez anos quando perdi minha voz. Uma parte de mim foi roubada e a única pessoa que conseguia realmente ouvir o meu silêncio era Brooks Griffin. Ele era a luz nos meus dias sombrios, a promessa do amanhã, até um tragédia encontrá-lo. Tragédia que eventualmente o afogou em um mar de memórias.
Essa é a história de um garoto e uma garota que amaram um ao outro, mas que não amavam a si mesmos. Um história de vida e morte. De amor e promessas quebradas.De momentos.
(Livro três da série The Elements. Completamente independente.)

TERAPIANDO...

Com sua vida amorosa marcada por muitas idas e vindas, Eric Riley parece finalmente ter encontrado a sua outra metade.

Decidindo que está na hora de ter a felicidade que tanto buscou, Eric se muda com sua filha de seis anos, Maggie, para a casa de sua futura nova família em Harper County.

Assim como Eric, Katie também tem filhos. Cheryl de cinco e Calvin de seis anos. Em uma narrativa cliché, já esperaríamos que essa mudança seria a personificação de um conto com madrastas aterrorizantes e irmãos rabugentos e insensíveis, mas The Silent Waters é totalmente o oposto disso.

Apesar da indiferença demonstrada no primeiro contato de Maggie com seus novos irmãos, somos introduzidos a uma família que tem tudo para dar certo. Desde o primeiro momento, vemos em Katie uma mãe e esposa amorosa e super protetora, tudo o que Eric e Maggie precisam e merecem.

Maggie é tudo o que uma criança deveria ser. Aos seis anos, ela é sinônimo de felicidade e vitalidade, coisas que lhe são arrancadas aos dez anos de idade, quando um acontecimento às margens do lago despeja sobre ela uma carga de trauma, sobrecarregando-a com um fardo que nenhuma criança deveria carregar.

Antes de prosseguir, é importante lembrarmos: toda criança que passa por acontecimentos traumáticos durante a infância tende, em sua grande maioria, a desenvolver complicações na formação de sua estrutura emocional e psíquica, podendo sofrer, portanto, de ansiedade, solidão, pânico etc. Tais implicações podem durar muito mais do que a gente pensa.

Particularmente, era importante que eu tocasse nesse ponto, porque quando eu comecei a ler The Silent Waters, eu achei inimaginável, quase impossível acreditar que um trauma pudesse durar tanto, principalmente com a intensidade que o trauma de Maggie durou. Ingênua, eu. Por isso resolvi pesquisar e descobri que isso é mais comum do que eu imaginava. Então, não se assuste quando ler esse livro.

Mas, voltando...

Há uma passagem de tempo, na verdade três, consideravelmente longas e, isso me mata. Não sei lidar com passagens de tempo. Mas vamos falar da primeira transição, um pouco mais curtinha, que marca a chegada de Maggie May à sua nova casa, onde entre os seis e dez anos ela convive não só com a presença de seus novos irmãos, mas também com o amiguinho de Calvin, Brooks, alguém por quem ela nutre um sentimento até então, infantil, indistinguível, sem malícias ou terceiras intenções. Apesar da ingenuidade comum de uma criança, Brooks torna-se algo a mais para Maggie no momento em que ele a tira da completa escuridão, sem perceber que esse pequeno ato carrega mais significado do que ele poderia imaginar. Sem saber que a garota, conhecida por sua tagarelice, precisaria de muito mais do que isso.

Uma história comovente, escrita com uma sensibilidade inigualável — característica marcante da autora — que contempla as dificuldades que um trauma pode gerar não só para a pessoa traumatizada, mas também para os que estão ao redor dela.

Um romance cheio de significados, com várias opções para que você escolha o seu favorito, mas um deles é insubstituível, ele já está ali, cravado, inato: é no mais alto dos silêncios que podemos encontrar grandes respostas. Por isso faça-se ouvir. E para os que estão ao seu redor, permitam-se escutar.

The Silent Waters é o terceiro livro da série The Elements, que já teve seu primeiro volume — O Ar Que Ele Respira — publicado no Brasil pela Galera Record. 

E se você é um leitor voraz, que ama os livros da Brittainy, saiba que que neste novo trabalho há uma referência a uma das histórias anteriores escritas pela autora. 

"Nem todas as coisas quebradas precisam ser consertadas. Algumas vezes elas só precisam ser amadas."
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"Às vezes a chuva era mais agradável do que o sol. Às vezes a dor era mais satisfatória do que a cura. E às vezes as peças de um quebra-cabeça eram mais bonitas quando espalhadas."
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SOBRE A AUTORA

Brittainy Cherry é apaixonada pelas palavras desde o dia em que ela respirou pela primeira vez. Ela é formada em Artes Cênicas, com especialização em Escrita Criativa pela Universidade de Carroll. Ele ama participar da escrita de roteiros, atuar e dançar — mal, é claro. Café, chai tea e vinho são três coisas que ela acha que toda pessoa deveria compartilhar. Brittainy vive em Milwaukee, Wisconsin com sua família. Quando ela não está resolvendo um monte de coisas e elaborando histórias, ela está provavelmente brincando com seus adoráveis bichinhos de estimação.

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