RESENHA
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Resenha: The Wreckage of Us, Brittainy C. Cherry

16 setembro 2020

Nunca, em um milhão de anos, eu teria imaginado que Ian Parker seria a pessoa que me salvaria...Eu sei que deveria ficar longe de Ian Parker. Mas quando meu padrasto traficante me manda embora de casa, fico sem ter para onde ir. Usar o celeiro abandonado no rancho do avô de Ian parece ser uma boa ideia. É claro que Ian descobre e insiste que eu me mude para o quarto extra em sua casa. Eu deveria recusar, mas só o pensamento de ter um teto e uma cama quentinha é demais para mim. Sem falar de seus olhos castanhos e braços musculosos. Não somos nada parecidos, mas a química entre nós é inegável. A minha vida está finalmente melhorando...Até eu denunciar meu padrasto à polícia e, sem querer, causar a prisão de minha mãe grávida. Agora, preciso sacrificar meus sonhos para cuidar do bebê do seu bebê. Ela é a única família que me resta. Enquanto isso, a banda de Ian está decolando. Seus sonhos estão se tornando realidade. Ele é minha única chance no amor. Só espero que não seja a chance que deixarei escapar.




Terminei de ler o novo livro de Brittainy C. Cherry, The Wreckage of Us e devo dizer que ainda não consegui superá-lo ao ponto de entendê-lo completamente. Não quero que vocês me entendam errado. Eu amei a história. O negócio é que ainda assim, fiquei sentindo como se tivesse faltado algo. 

Estou escrevendo essa resenha com a esperança de que eu entenda, pelo menos um pouquinho, o que rolou entre esse livro e eu. 

Para começar, o enredo é ótimo. Conta a história de uma jovem de 18 anos, Hazel Stone (eu amo esse nome!), nascida e criada em Eres, Nebraska, que luta para encontrar um jeito de se livrar da vida miserável a que foi submetida por sua mãe e seu padrasto. Seu objetivo é arrumar um emprego e economizar o bastante para que ela consiga resgatar sua mãe que, por sua vez, está grávida, do mundo caótico em que tem vivido desde que se envolveu com o principal traficante da cidade, Charlie Riley. Uma das últimas coisas que Hazel deseja é ver sua mãe e o bebê sofrerem nas mãos abusivas dele. Como moram numa cidade muito pequena, encontrar um trabalho não é assim tão fácil, por isso, Hazel está determinada a conseguir uma vaga de emprego no principal rancho da cidade. Para resumir, ela consegue, ainda que todos duvidem de sua capacidade para realizar as tarefas árduas que o trabalho exige. É aí que somos apresentados a Ian Parker (eu o chamo de 'my cool Nebraska guy'. Obrigada, Lady Gaga!), o boy magia sexy e ranzinza responsável em treinar Hazel.  

Assim como a moça, Ian é uma pessoa solitária. Sua paixão é criar canções para sua banda, The Wreckage. Novamente, assim como Hazel, seu maior desejo é ir embora daquela cidade. Além de seus companheiros de banda e de seus avós, ele não tem mais ninguém. Seus pais escolheram o vício em vez dele e, por esse motivo, Ian criou uma espécie de muro dentro si que ninguém parece ser capaz de ultrapassar. 

O tempo passa e Ian percebe que precisa deixar de lado o ódio que sente por Hazel, e aceitar o fato de que ela é o tipo de pessoa que você não pode simplesmente afastar. Sua força e gentileza, empatia e determinação é tudo o que ele precisa para ter cada tijolo do muro que cerca seu coração removido. 

Além do casal protagonista, também conhecemos outros personagens super bacanas, intensos e engraçados ao mesmo tempo. Isso é algo que preciso ressaltar aqui. Mesmo com sua histórias de luta e dificuldades, a autora conseguiu pincelá-los com brilhos de alegria também. O meu personagem favorito nesse livro foi sem dúvida, Big Paw. Ele é o exemplo perfeito do que acabei de dizer. Hazel é um bom exemplo também. 

Um outro ponto interessante é que se existisse uma categoria no Oscar de melhor título de livro do ano, The Wreckage of Us seria nomeado, com certeza (junto com Heart Bones).

Como eu disse antes, a narrativa é ótima, porém, a única coisa que faz sentido nesse meu cérebro que ama drama drama drama e mais drama, é que eu esperava situações cem porcento dramáticas como estou acostumada a ver nos romances da Brit. Acho que foi isso que me deixou com esse sentimento confuso com relação ao livro. 

Enfim, vou parar por aqui para não falar demais. Se você tiver a chance de ler The Wreckage of Us, LEIA! Tenho certeza que você vai amar. 

Para finalizar, não poderia deixar de mencionar que concordo com você, My Cool Nebraska Guy. É evidente que o lar não é um lugar. É muito mais do que isso.

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Resenha em parceria com a Ugly Love BR.

Review: The Wreckage of Us, Brittainy C. Cherry

08 setembro 2020


Never in a million years did I think it would be Ian Parker who saved me...
I know I should stay away from Ian Parker. But when my drug-dealing stepdad kicks me out, I have nowhere to go. Squatting in an abandoned shed on Ian’s grandpa’s farm seems like as good a plan as any. Ian finds me there, of course, and he insists on me moving into his spare room. I should say no, but the appeal of a roof and a warm bed is too much. Not to mention Ian’s brown eyes and strong arms. We’re nothing alike, but the spark between us is undeniable. My life is finally looking up.
Until I call the cops on my stepdad and unintentionally get my pregnant mom arrested. Now I have to sacrifice my dreams to take care of my mom’s baby. She’s the only family I have left. Meanwhile, Ian’s band is taking off; his dreams are coming true. Ian is my one chance at love. I just hope he doesn’t become the one chance that got away.



I just finished reading The Wreckage of Us by Brittainy C. Cherry and I must say I haven't wrapped my mind around it yet. And trust me this is odd, because I'm always so certain about what I feel when I read her books. Don't get me wrong though. I loved it! It's just that I feel like I've missed something I guess. 

I will try to put my feelings to paper and see if I can understand what happened between this book and myself. 

To begin with, the plot is amazing. It tells the story of an eighteen year old girl, Hazel Stone (I love this name btw), born and raised in Eres, Nebraska, that struggles to find a way to leave the miserable life her mother and stepfather has put her into. Her goal is to find a job to save up enough money so she can rescue her pregnant mother from the messy world she's been living since she got involved with the main drug dealer in town, Charlie Riley. One of the last things Hazel wants is to see her mom and the baby suffering in his abusive hands. Since they live in a really small town, finding a job isn't that easy so Hazel is determined to get a position to work at the centerpiece ranch of the town. To sum things up, she gets the job at Eres Ranch, even though everyone doubts she will handle the hard work, and that's when we are introduced to Ian Parker (I call him my cool Nebraska guy), the grumpy and sexy guy who is supposed to show her around the place. 

Like Hazel, Ian is a lonely person. He's passion is to create music for his band, The Wreckage, and again, like her, he's looking forward to finding his way out of that town. Besides his bandmates and grandparents, he has nobody left. His parents had chosen their addiction over him, and because of it Ian has built a wall that no one seems to be able to trespass. 

As time goes on Ian has to put away the hatred he feels toward Hazel, and accept the fact that she's the kind of person you can't stay away from. Her kindness and strength, her empathy and determination is everything he needs to have that very brick wall around his heart broken. 

Moving on a little, besides the lead couple, we are also introduced to very nice, intense and funny characters. That's one of the things I need to highlight here. Even with their tough background stories, the author managed to give them all a sparkle of joy too. My favorite character in this book is without a doubt Big Paw. He's the perfect example for what I just said. Hazel is a very good example too. 

Also, if there were an Oscars' category for best book title of the year, The Wreckage of Us would be a nominee for sure. 

Now that you could get a general glimpse of what I thought about this book, it's hard to explain why I still feel like there was something missing. As I said, the plot is amazing and the only thing that makes sense in this brain of mine that loves drama drama drama and more drama is that I was expecting a hundred percent drama regarding a few situations in the book like Charlie getting caught so easily at second time, for instance. 

Anyhow I will stop right here because I don't want to give too much away. Just go grab this book as soon as possible. I promise you'll love it. 

Just to end this in the best way possible, I couldn't forget to mention just in order to have it registered that I agree with you, My Cool Nebraska Guy. Home is not a place. It's so much more than that. 

Resenha: Love Story, Laura Miller

15 março 2020



Da autora bestseller da Amazon, Love Story é uma coleção de poemas e trechos comoventes sobre amor, corações partidos, risos e sobre a vida de quem vive em cidades pequenas. Nele você encontrará versos de seus romances favoritos escritos por Laura Miller. Também irá descobrir uma coleção de poemas originais nunca visto antes. Acompanhados por ilustrações inspiradoras, Love Story com certeza deixará uma marca em seu coração.







Lembro de quando perguntei para Laura se nós, leitores, poderíamos esperar um novo lançamento dela. Deixei minha pergunta em um de seus posts no Instagram e, mesmo sem saber exatamente quando eu realmente fiz essa pergunta, lembro com certeza que ela disse estar trabalhando nele enquanto me respondia.

Em fevereiro, ela largou essa bomba maravilhosa com o lançamento de seu novo trabalho. Um livro de poemas e trechos [de publicações passadas]. Para ser honesta, eu fui pega de surpresa por não estar esperando um livro de poesias. Isso foi ótimo, na verdade, porque fiquei maravilhada com o modo como Love Story foi feito — começando pela capa até cada ilustração e frase. 

Essa nova compilação vai te transportar de volta para todas as pequenas cidades que um dia você visitou enquanto lia os romances de Laura Miller. Esteja preparado (a) para morrer de amor em cada página e revisitar os antigos livros da autora. 

Sweet Home, Allandale e todas as outras cidadezinhas pelas quais você já passou serão trazidas de volta à vida numa espécie de flashback que vai mexer com o seu coração.

"O amor é assim. Ele te faz sentir." - The Dream


Review: Love Story, Laura Miller

14 março 2020


From the Amazon #1 best-selling author of small-town romance novels, including Butterfly Weeds and The Dream, comes Love Story, a raw and touching collection of poems and quotations about love, heartbreak, laughter and life in a small town. Find quotes from your favorite Laura Miller love stories and also discover a new, never-before-seen collection of heartfelt and romantic poems and sentiments. Accompanied by inspiring illustrations, Love Story is sure to leave a lasting mark on your heart.





I remember this day when I asked Laura if her readers could expect a new release soon. I left my question in one of her posts on Instagram, and even though I don't really remember when I asked it exactly, I do know that she said she was working on it while she replied me. 

In February, she dropped this wonderful bomb with the release of her new book. A book of poems and quotes. To be completely honest with you I wasn't expecting that. Which was good, because I got wonderfully amazed by the way Love Story was made — from the cover to every single ilustration and quotes.
 
This new collection will bring you back to every small town you have ever visited while reading Laura Miller's novels. Be ready to swoon over each and every page and to dive back in all her past books.

Sweet Home, Allandale
and all the small towns you once had a chance to visit will be brought to life again in a sort of flashback that will make your heart melt.


Livros Minha Terapia

Resenha: Disgrace, Brittainy C. Cherry

28 junho 2018

Todos os dias eu rezava para o meu marido me amar novamente. Depois de quinze anos juntos, ele se afastou de mim e foi para os braços de outra. Eu não sabia como lidar. Eu não sabia o meu valor. Eu não sabia como existir sem ele ao meu lado. Tudo que eu queria era que ele voltasse para mim. Então Jackson Emery apareceu. Era para ser uma distração para minha mente. Uma aventura de verão. Um impulso de confiança para o meu coração machucado. Nós éramos perfeitos um para o outro porque nós dois sabíamos que não duraria. Jackson não acreditava em compromisso e eu não acreditava mais em amor. Ele era muito fechado para mim e eu estava muito quebrada para ele. Tudo estava bem, até que uma noite meu coração pulou uma batida. Eu não esperava que ele me fizesse rir. Me fizesse pensar. Fizesse com que a minha tristeza desaparecesse um pouco. Quando o nosso tempo acabou, meu coração não sabia como ir embora. Todos os dias eu rezava para que meu marido me amasse novamente, ainda que devagar, minhas orações começaram a mudar para o homem que não era certo para mim. Eu rezei por mais um sorriso, mais um beijo, mais uma risada, mais um toque... Eu rezei para ele ser meu. Mesmo sabendo que seu coração não estava destinado a amar.


Eu sei que os livros da Brittainy geralmente fazem os leitores chorarem (eu pelo menos, sempre choro), e com esse não foi diferente. Sei o que você deve estar pensando, já deveríamos estar acostumados em chorar nos livros dela, mas esse livro me surpreendeu, com menos de cinco páginas eu já estava chorando horrores, e não foi uma ou duas lágrimas. A situação estava tão precária que eu não conseguia enxergar o Kindle! É nessa parte do livro que conhecemos Jackson Emery com 10 anos de idade, e Tucker, seu cachorro de estimação. O porquê de eu ter chorado copiosamente? Jackson acaba escutando uma briga entre os seus pais, e escuta a mãe dizer que está indo embora, ele então implora para que a mãe não vá. Diz que será um menino melhor e que fará suas tarefas o melhor que puder. Eu não sou mãe ainda, mas ler isso partiu meu coração.

Depois de me acalmar e parar de chorar, o livro vai para os “dias de hoje” e conhecemos a protagonista, Grace. Sendo muito honesta, ela me irritou profundamente, porque sabe aquela cidadezinha do interior aonde todo mundo conhece todo mundo? Então, o livro se passa em Chester, Georgia, e quando você tiver a oportunidade de ler, você entenderá a minha frustação com relação a Grace. Foi difícil vê-la permitir que todos da cidade desse palpites sobre sua vida
— o  que ela deveria fazer ou não, principalmente a mãe dela (que mulher insuportável). Mas, como qualquer pessoa, chega um momento em sua vida que ela se vê cansada. Grace percebe que não sabe quem é de verdade. Um exemplo bobo que ilustra bem a situação é o filme Uma noiva em fuga com Julia Roberts. Lembra que ela não sabia como gostava que seus ovos fossem preparados? Então, acontece exatamente isso com a Grace. Ela estava tão acostumada em fazer o que os outros queriam que não sabia nem como gostava da própria comida.

Mas voltando ao menino de 10 anos de idade que implorou para a mãe não ir embora, lembra-se dele? Jackson? Pois é, descobrimos que ele se tornou a vergonha da cidade. Todos falam mal dele, dizem que ele é o filho do diabo, um pecado ambulante! Mas as pessoas o julgam pela aparência, pelos erros da sua família no passado e não dão uma oportunidade para que ele mostre quem é de verdade.

Quando Grace e Jackson se conhecem eles são completamente diferentes, mas ao mesmo tempo, ambos possuem algumas coisas em comum como a solidão, culpa e a dor da perda.

Apesar de Disgrace abordar muito a dor e o luto em diferentes aspectos, esse livro é muito mais sobre cura e esperança. Ele serve para mostrar que nem toda verdade é absoluta e que nem sempre o que é certo para alguém é o certo para você. 


Assim como todos os outros livros de Cherry, este me marcou de verdade. A história de Jackson e Grace não é sobre uma clássica obra de amor entre duas pessoas, mas sim, sobre aprender a se amar, respeitar o outro na sua individualidade, e acima de tudo, é sobre nunca julgar o modo como a outra pessoa lida com a perda.


Resenha: What He Doesn't Know, Kandi Steiner #1

18 março 2018


Do lado nordeste da cidade existe uma casa.

Um dia essa casa já foi mágica, cheia de amor, alegria e planos para o futuro.

Entre suas paredes tem muita coisa que me pertence — meus livros, a porcelana de minha mãe, uma bela gaiola que uma vez, abrigou dois pássaros, mas que agora está vazia, assim como eu.


E um homem. Um homem que também me pertence. Um homem que eu já não quero mais.
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Um homem que, sem dúvida, não tem dormido, ainda que o sol continue nascendo. Pois, a casa onde ele espera, é a casa onde eu deitava minha cabeça e descansava todas as noites há oito anos. Até ontem à noite.

Quem me conhece, não acreditaria que Charlie Pierce, a garota quieta que gosta de ler, que nunca foi de causar problemas, está deixando a entrada da casa de um homem que não é seu marido.

Mas ninguém me conhece.

Nem eu mesma me conheço. Não mais.

Dizem que existem dois lados para cada história, e eu imagino que na maioria dos casos, isso seja verdade. Mas a história em que vivo? Essa possui três.

Do lado nordeste da cidade existe uma casa.

Que já não é mais um lar.





Kandi Steiner foi um de meus achados de 2017 — o primeiro livro dela que li foi On The Way to You, e quem leu minha resenha sabe que eu amei. Por isso confesso que fiquei super empolgada quando ela anunciou que seu novo trabalho seria uma duologia, ou seja, Kandi Steiner duas vezes em um curto espaço de tempo. GRI-TO! Hahahaha. 

Mas o que poucos sabem é que a autora traçou os contornos dessa nova trama com base nas opiniões dos leitores. Ela simplesmente perguntou o que gostaríamos de ler e ver em um romance. Quais tipos de casais e personagens gostaríamos que fossem retratados nas páginas desse livro. Quais características deveriam ser ressaltadas etc. Foi aí que iniciou-se o processo de criação de What He Doesn't Know (livro 1) e What He Always Knew (livro 2). 

A resenha de hoje será sobre o primeiro capítulo desse romance contemporâneo que me deixou angustiada, de coração apertado, e confusa por diversas vezes. Primeiro que a sinopse me fez pensar e esperar coisas completamente diferentes. Na minha cabeça a personagem havia simplesmente traído o marido. Cheguei a pensar que seria um enredo parecido com um livro que li há pouco tempo, e isso fez com que eu iniciasse a leitura meio desconfiada. Mas é óbvio que me enganei. Isso sempre acontece quando eu resolvo dar muita confiança para sinopses. Conselho: deixe a sinopse entrar por um ouvido e sair pelo outro. Ela raramente fará diferença na sua vida. 

Em What He Doesn't Know somos apresentados a uma professora do jardim de infância e ex-aluna da escola Westchester, Charlie Pierce. Nascida e criada na pequena cidade de Mount Lebanon, Pensilvânia, Charlie é casada com Cameron há oito anos e é filha do dono da principal companhia de energia da região. Gentil e sempre presente na vida daqueles que ela mais ama, Charlie guarda muitas histórias de seu passado pré-Cameron, e de seus anos pós-Cameron. 

Faz cinco anos que o casamento deles já não é mais o mesmo, e Charlie percebe isso. Além de não encontrar no olhar de seu marido o homem por quem ela se apaixonou, ela também se dá conta do distanciamento que agora existe entre eles. Cameron já não é mais o homem de antes. Com a cabeça sempre enfiada no trabalho, ele começa a criar obstáculos e desculpas que os separam cada dia mais. São as mudanças em seu comportamento, os deslizes que ele comete, o modo indiferente e constantemente distante como ele se expressa e trata as situações, que faz com que Charlie sinta-se culpada e rejeitada. Essas características de Cameron e sua maneira de agir com relação à sua esposa fez com que eu o detestasse, porque eu comecei a entender o desespero de Charlie ao ver seu casamento indo por água a baixo enquanto seu marido simplesmente não enxergava ou fingia não enxergar os esforços e as tentativas dela de transformar tudo. De fazer com que tudo voltasse a ser como era antes. Eu não suportava mais vê-la tentando e ele nem aí para ela. 

Aos poucos percebemos que Charlie começa a desistir. Ela começa a recuar e fica visível que ela não tem mais de onde tirar forças para lutar pelo seu casamento sozinha. E em meio a tanta dor, desespero e incerteza, ela é surpreendida com o retorno de Reese Walker. Ex-vizinho, ex-melhor amigo de seu irmão, ex-amor da adolescência e agora, recém contratado professor de piano da Westchester. Não há nada tão ruim que não possa piorar, não mesmo? 

"Por favor, não faça isso."
"Fazer o quê?"
"Não vá para ele."
O retorno de Reese não é assim tão ruim. Na verdade, ele só é ruim para Cameron. Reese é maravilhoso. Mesmo agora com 35 anos, ele continua sendo o mesmo cara de quem Charlie se lembra. Foi preciso o seu retorno para Cameron acordar pra vida e ver a merda que ele estava fazendo e o que ele estava prestes a perder. Se eu gostei? EU AMEI, BRASIL. 

Como disse anteriormente, eu fui totalmente enganada pela sinopse e levei um tombo quando comecei a entender a história e os personagens. Nesse momento eu fui começando a ficar angustiada, triste com a trama que os envolvia e sem saber o que esperar do final. A partir dos três últimos capítulos do livro eu comecei a ficar estarrecida com a atitude de Cameron. Se antes eu não conseguia digeri-lo, hoje eu não sei de mais nada. Hoje eu quero amar tanto ele quanto Reese, e só quero que ambos sejam felizes, e que um deles pelo amor do SEM OR, faça Charlie feliz. Ela precisa ser feliz, gente. Por favor. 

Angustiante, intenso, capaz de promover uma explosão de mil e um sentimentos no leitor, What He Doesn't Know foi muito além do que eu esperava. Ele mostra os três lados de uma história que nos guia por caminhos cobertos de amor, sofrimento, força, paixão, culpa e rejeição. Essas duas últimas palavras carregam o peso da narrativa construída por Steiner. 

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• O segundo volume da duologia, What He Always Knew, será lançando em 29 de março;

• Adquira a edição digital de What He Doesn't Know na AMAZON BR;

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Resenha: The Smallest Part, Amy Harmon

16 fevereiro 2018


"No final, apenas três coisas importavam. O quanto você amou, o quão gentilmente você viveu, e como você, graciosamente, abriu mão de coisas que não foram feitas para você." Desconhecido

Foi um grande mentira. A maior mentira que ela já contou. Uma mentira que reverberou por sua cabeça quando ela a contou, retumbando assustadoramente, e a garota por trás de seus olhos — a garota que conhecia a verdade — gritou, e seu grito ecoou junto com a mentira.

"Você está apaixonada por Noah, Mercedes?" Cora perguntou. "Quero dizer... Eu sei que você gosta dele. Vocês têm sido amigos desde sempre. Todos nós temos. Mas você está apaixonada por ele?"

Se tivesse sido qualquer outra pessoa — qualquer uma — Mercedes teria estufado o peito, cruzado seus braços magros, e demonstrado seus sentimentos. Ela o teria reivindicado. Mas era Cora. Corajosa, linda, arruinada Cora, e ela amava Noah também.

 
Então Mercedes mentiu.

E com essa mentira, ela o perdeu. Com essa mentira, ela selou seu destino.

Ela foi a melhor amiga, a madrinha de casamento, a madrinha de batismo, o grude. Ela esteve presente nos bons e nos maus momentos, nos altos e baixos, nos grandes momentos e nas menores situações. E ela esteve presente quando tudo desmoronou.

Esse é um conto sobre a garota que não ficou com o rapaz.




(5 lindos corações, apesar de que daria todos os corações do mundo)


Essa resenha pode conter spoiler, porque eu estou empolgada demais para conter os meus dedos.

Há um ponto importante sobre o livro/leitura que preciso mencionar antes de começar essa resenha: não sei nem como explicar isso de um jeito que não fique sem noção, mas eu ainda estava prólogo quando fui arrebatada por The Smallest Part. Isso com certeza aconteceu porque o prólogo é a coisa mais linda! Ou seja, eu não estava nem no primeiro capítulo para poder dar a desculpa que tive cinco minutos completos para começar a amar o livro. Ao invés disso, tive meros cinco segundos para perceber que ia perder uma noite de sono. Amy 1 x 0 Laira.

Agora que finalmente desabafei...

Essa é uma história standalone sobre a vida do psiquiatra Noah Andelin (você provavelmente o conheceu em The Law of Moses), e sua amizade com Mercedes e Cora.

A narrativa começa em algum momento do ano 1985 quando os dois amigos, Noah e Mercedes, conhecem a mais nova residente do condomínio The Three Amigos (Os Três Amigos), Cora. Mercedes, a garota Latina, é introduzida na história como aquela que mentiu por amor, e carregou aquela mentira por muito tempo, e Cora, é a amiga insegura que luta constantemente para encontrar seu caminho na vida. Um caminho que a permita ser suficiente e significativa. Eles são amigos desde a infância, e com o passar dos anos, aprendem sobre preservar os bons amigos, e entender o significado que cada um tem para o outro.  

O capítulo um, assim como os outros capítulos, é dividido em duas metades (passado e presente), cada um marcado por um ano e um ícone fofo que ilustra o que podemos esperar naquela parte da história. Além disso, (isso é um spoiler que eu preciso contar, porque me deixou muito feliz e eu achei genial), Harmon menciona um personagem de Peter Pan para fazer uma comparação ao momento em que Noah e Mer conhecem Cora, o que não te dá outra escolha, a não ser amar e se apaixonar completamente por esse livro.

Em The Smallest Part somos totalmente pegos de surpresa por alguns acontecimentos inesperados. Então não espere descobrir muito sobre o enredo lendo apenas a sinopse. Na verdade, depois de ler o livro eu percebi que estava completamente despreparada para enfrentar aqueles acontecimentos. Portanto, esteja preparado para chorar, para inspirar-se, e encontrar-se total e verdadeiramente conectado com os personagens. 

Como a própria autora já havia dito, esse livro é mais sobre amizade do que qualquer outra coisa, apesar de parecer que existe um triângulo amoroso. Tira isso da cabeça, porque é amizade na veia! E é tão lindo ver como tudo começou, o modo como cada amigo esteve presente em cada momento da vida um do outro. A forma como cada um tem vivido, como tem lidado com os melhores e piores momentos. A maneira como cada um exerce seus papéis. O meu coração ficou extremamente aquecido em ver como os três amigos sempre apoiavam uns aos outros. Harmon fez um trabalho tão bom, tão maravilhoso que The Smallest Part veio para curar e mexer com os nossos corações de um jeito inexplicável. Foi uma experiência única navegar pelas lindas palavras da autora. Palavras que carregavam tanto poder sobre a amizade, e a maneira como o amor pode sim ser compartilhado dentro desse universo. 

Obrigada, Amy, você me fez amar The Smallest Part desde o início. E gracias por me mostrar que todos nós temos um papel a exercer nessa vida. Grande ou pequeno, ele é nosso, e precisamos exercê-lo da melhor maneira que pudermos.

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Review: The Smallest Part, Amy Harmon

14 fevereiro 2018


“In the end, only three things matter. How much you loved, how gently you lived, and how gracefully you let go of things not meant for you.”
- Unknown

It was a big lie. The biggest lie she’d ever told. It reverberated through her head as she said it, ringing eerily, and the girl behind her eyes—the girl who knew the truth—screamed, and her scream echoed along with the lie.

“Are you in love with Noah, Mercedes?” Cora asked. “I mean . . . I know you love him. You’ve been friends forever. We all have. But are you in love with him?”
If it had been anyone else—anyone—Mercedes would have stuck out her chest, folded her skinny arms, and let her feelings be known. She would have claimed him. But it was Cora. Brave, beautiful, broken Cora, and Cora loved Noah too.

So Mercedes lied.

And with that lie, she lost him. With that lie, she sealed her fate.

She was the best friend, the bridesmaid, the godmother, the glue. She was there for the good times and the bad, the ups and the downs, the biggest moments and the smallest parts. And she was there when it all came crashing down.

This is the tale of the girl who didn’t get the guy.


(5 full hearts, although I'd totally give it all the hearts in the world)



This review might contain spoilers, because I'm too excited to stop my fingers.

One important point about the book/reading that I need to mention before starting this review: I don't even know how to explain it in a way that makes sense, but I was still in the prologue when I got truly enthralled to The Smallest Part. I mean, it wasn't even the first chapter, so I could say that I've had a great five minutes to get to love the book. Instead I had merely five seconds to realize that I would lose a night of sleep. 

Now that I made my so much needed revelation... 

This is a standalone story about Noah Andelin's life (you'd met him briefly in The Law of Moses), and his friendship with Mercedes and Cora. 

The narrative starts at some time in 1985 when the two friends, Noah and Mercedes, meet the newest resident of The Three Amigos apartment complex, Cora. Mercedes, the Latina girl, being the one who had lied for love, carrying that lie for a long time, and Cora the self-conscious friend that was constantly fighting to find her way through life. One that would allow her to be enough. They've been friends since childhood, and within the years have learned the makes of a good friendship, and the meaning each one had for each other. 

The chapter one, as well as the other chapters, is divided in two halves (past and present), each one marked by a year, and cute small icons that may illustrate what is coming in that point of the story. Also, (this is a spoiler, but I need to tell it, because it made me happy, and I think it was genious), Harmon mentions a Peter Pan's character as a comparison to the moment Noah and Mer meet Cora, which gives you no choice other than to love, and fall hard for this book. 

In The Smallest Part we get seriously surprised by some events that we hadn't expected. So don't expect to learn a lot on the plot only by reading the blurb. Actually, after reading the book I found myself completely unprepared to face those events. However, you must be ready to cry, to get truly inspired, and find yourself totally and genuinely connected to the characters. 

As the author have already said, this book is more about friendship than anything else. And it's so beautiful to see how it all started, the way each friend have been present in every single moment of each other lives. The way each one have been living, how they keep dealing with all the best and worst moments. The way they play the parts that were given to them. It warmed my heart seeing how the three amigos supported each other. It was heart healing to navigate through Harmon's beautiful words. Words that carried so much power about friendship, and how much love can be shared into this universe.

So thank you, Amy, you made me love The Smallest Part from the beginning. And gracias for showing me that we all got our parts in life. Big or small, their ours, and we need to play them the best we can. 

Resenha: Tristan, Karla Sorensen

09 fevereiro 2018

Há uma coisa que você deveria saber sobre Tristan: faz anos que ele é apaixonado por Anna.

Com isso, há dois problemas: ela não faz ideia disso e é casada. Pelo menos, era.

Anna Callahan sabe de três coisas com relação ao amigo de seu irmão, Tristan: ele é quieto, incrivelmente lindo, e tem uma chama que poderia atear fogo nos lugares.Por anos, não foi difícil para Anna ignorar tudo isso. Mas quando Tristan é a solução para um problema de trabalho que pode acabar com sua carreira, ele é tudo menos fácil de ser ignorado.

Para Tristan, o fato de que seu objeto de afeto está solteira significa que ele deve agir com calma. Ser o amigo que ela precisa até que esteja pronta para mais, na esperança de que valha a pena arriscar.

Porque isso o guiará para a única coisa que ele quer: ela
.



Tristan é o último capítulo de uma série standalone de cinco livros escrita por Karla Sorensen. Em Bachelors of the Ridge, Sorensen nos apresenta às aventuras românticas de cinco amigos solteiros que moram em um mesmo bairro no Colorado. Cada livro da série possui o nome de cada um dos rapazes: Dylan, Garrett, Cole, Michael e, finalmente, Tristan.

Neste último, conhecemos Tristan Whitfield. Um homem de 36 anos focado no trabalho, respeitoso, com cabelos longos no estilo hipster (me fez lembrar do hipster da Federal!), tatuagens, e de poucas palavras, que vive longos seis anos escondendo seus sentimentos de todos e afastando-se da pessoa que ele mais admira na vida: Anna. Mas há um motivo para esse afastamento. Anna é casada com o cara mais idiota do mundo. E mesmo sabendo que esse casamento não a faz feliz, Tristan se vê impedido de aproximar-se dela, o que com o tempo faz com que ele se torne ainda mais fechado e introspectivo, afinal, essa é a maneira que ele encontra de manter-se afastado dela. Principalmente nas reuniões entre amigos, ou nos jantares na casa de Garrett. 

"Aí está," ela sussurrou.⠀⠀⠀⠀⠀⠀
"O quê?"⠀⠀⠀⠀
"O seu sorriso."⠀⠀⠀⠀⠀
Carinho inundou seu olhar, e eu lutei para continuar respirando.⠀⠀⠀⠀
"Eu sabia que ele estava aí."

No decorrer da narrativa, fica visível o forte laço que conecta esses amigos, e apesar das tentativas inoportunas, é bacana ver todos eles querendo ajudar Tristan de alguma forma. Especialmente agora, que por um acaso, ele se vê numa posição que nunca considerou antes. Com o seu trabalho, ele irá ajudar Anna a salvar sua carreira. O que significa que haverá encontros constantes. Resta saber se Tristan poderá suportá-los calado. 

Neste livro, Sorensen nos presenteia com uma história sobre redescobertas, persistência e amizade. Foi essa mesma amizade que me fez gostar tanto da trama; ver o quanto esses amigos são unidos, e tudo o que eles fazem, mesmo exagerando de vez em quando, para garantirem a felicidade dos outros. 

Espero conseguir ler os outros livros da série em breve, seguindo a sequência bonitinha para entender mais sobre essa amizade e como tudo começou. 

Resenha | Review: Living Out Loud, Staci Hart

05 fevereiro 2018

Quando Annie Daschel chega em Nova Iorque, a única coisa que ela consegue controlar é a sua lista.

Não é a morte do seu pai nem a perda de sua casa. Não é o buraco em seu coração nem a válvula defeituosa que tanto dita sua vida. Mas ela consegue escrever uma lista com todas a maneiras em que poderia viver intensamente, assim como seu pai teria desejado.

Ver a cidade do topo do Empire State Building: Confere.

Comer cachorro quente nos degraus do Met: Confere.

Ficar parada no meio da Times Square: Confere.

Conseguir um emprego na Wasted Words: Confere.

Duas coisas não estão em sua lista: Greg Brandon e Will Bailey. E é simplesmente desse jeito que ela se vê no meio de algo sem conseguir encontrar uma saída; sem respostas claras nem regras.

Com ou sem lista, ela percebe que não pode controlar nada, nem mesmo seu coração.

Não pode controlar as decisões que ele toma nem o momento em que ele para.





 Living Out Loud é o novo romance de Staci Hart e terceiro livro da série inspirada nas obras de Jane Austen, The Austen's Books (veja Wasted Words e A Thousand Letters).

Lançado na última semana, a história tem lugar em Nova Iorque, onde Hart resgata o cenário da Wasted Words (livro 1) para dar vida à trama de Annie Daschel — uma jovem de 18 anos que chega à cidade ao lado de sua mãe e irmãs em meio a um momento de perda, dificuldades e readaptação para sua família, e com o desejo de viver intensamente, sem perder mais nem um segundo de sua vida — e Greg Brandon, o belo, amigável e sensível barista da Wasted Words que, no minuto em que a vê, descobre que seu coração está mais vivo do que nunca.

"Diga-me que está feliz para que eu a deixe ir."
A narrativa é contada sob a perspectiva dos dois personagens, sendo desenvolvida com todo o notável romantismo de derreter corações que só faz com que eu ame cada vez mais a escrita da autora. Neste livro, Hart cria um enredo inspirado em Razão e Sensibilidade, o qual nos envolve na história de superação de Annie, no modo como ela enxerga cada instante com inocência, paixão e brilho no olhar, e como ela lida com as circunstâncias no momento em que percebe que está em um beco sem saída, e a única maneira de escapar é escolhendo entre o que parece ser e o que realmente é. 

No decorrer da trama descobrimos as paixões da protagonista, e as dificuldades físicas que ditam o ritmo de sua vida. A vida de Annie em Nova Iorque é movida por novas descobertas, uma em especial chamada Greg. O cara que faz a magia acontecer, e que coloca, o tempo inteiro, os sentimentos de Annie acima dos dele.

Assim como na obra de Austen, em Living Out Loud exploramos também, a relação de Annie e sua irmã, Elle, com base em suas similaridades, contrastes, e pontos de vista; segundo o modo como encaram a vida, o amor e seus relacionamentos. Annie sempre muito passional, já Elle, a sensatez em pessoa. 

Este é um romance contemporâneo sobre amar e perceber aquilo que está bem na sua frente. Que mesmo que o coração não funciona direito, ele, ainda assim, é o seu melhor guia. 

♦♦♦


 Living Out Loud is Staci Hart's newest novel, and third installmente of the series inspired by Jane Austen's books (see Wasted Words, and A Thousand Letters).

Released last week, the story takes place in New York, where Hart brings the Wasted Words (book 1) scenario back to bring Annie Daschel's story to life - a 18-year-old girl that arrives to the city along with her mother and sisters amidst a time of loss, dificulties and upgrading, carrying the wish about living loudly, not wanting to waste the precious seconds of her life — and Greg Brandon, the handsome, friendly, and tenderhearted barista from Wasted Words whom, in the second he sets eyes on her, finds that his heart is more alive than ever.

The narrative is told from the perspective of both characters, being developed with a remarkable and heart-melting romanticism that makes me love the author's writing even more. In this book, Hart build a plot inspired by Sense and Sensibility, which enfolds us in Annie's overcoming story, the way she sees every instant with innocence, passion, such a gleam in the eye, and how she handles the circumstances by the time she realizes she's in a dead end, and the only way out is by choosing between what it seems to be, and what it truly is.

During the story, we also learn about the character's passions, and the physical disabilities that have a say in her life. Annie's life in New York is driven by new discoveries, one in particular named Greg. The guy that makes the magic happen. The guy that cares so much about Annie he simply put her feelings over his. 

As well as in Austen's work, in Living Out Loud we also explore the relationship between Annie and her sister, Elle, based on their similarities, contrasts, and perspectives, according to the way they both see life, love, and their own relationships: Annie being always passionate, while Elle is the good judgment in person.

This is a contemporary romance about loving and realizing what is right in front of you. Even when the heart doesn't seem to work properly, he is yet your greatest guide.


♦♦♦

The Austen's Books:

Wasted Words
A Thousand Letters
A Little Too Late (spin-off)
Living Out Loud
The Sound of Silence (lançamento: maio/2018)


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Resenha: Without Merit, Colleen Hoover

28 janeiro 2018

"Nem todo erro merece uma consequência. Alguns só merecem o perdão."

A família Voss é tudo menos normal. Eles vivem em uma igreja adaptada, recentemente batizada Dollar Voss. A mãe, uma vez doente de câncer, vive no porão, o pai é casado com uma das enfermeiras da mãe, o pequeno meio irmão não é autorizado a comer ou fazer algo divertido, e os irmãos mais velhos são irritantemente perfeitos. E então, tem Merit.


Merit Voss coleciona troféus que ela nunca ganhou e segredos que sua família a obriga guardar. Enquanto procura por seu próximo troféu na loja de antiguidades, ela encontra Sagan. Sua perspicácia e idealismo desarmam e produzem nela centelhas de uma vida renovada — até ela descobrir que ele está completamente indisponível. Merit escapa profundamente para dentro de si mesma, observando sua família pelos cantos, quando ela descobre um segredo que nenhum troféu no mundo poderá consertar.

Cansada de mentiras, Merit decide acabar com a ilusão da família feliz, a qual ela nunca fez parte, antes de deixá-los de uma vez por todas. Quando o seu plano de fuga falha, Merit é obrigada a tolerar as surpreendentes consequências de dizer a verdade e de perder o garoto que ela ama.

Emocionante e poderoso, Without Merit explora a série de mentiras que unem uma família e o poder do amor e da verdade.




Without Merit foi lançado em outubro, e mesmo com o livro na estante, eu preferi adiar a leitura. O segundo semestre de 2017 foi realmente muito atribulado para mim, por isso decidi não conhecer Merit e Sagan assim, logo de cara. Por estar preocupada com outras coisas, eu sabia que não daria a devida atenção à história. 

Em dezembro, resolvi que era hora de ler o último livro do ano e, é claro, escolhi Without Merit, não só porque já havia protelado demais, mas principalmente porque queria fechar meu ano literário com categoria, tipo, lacrando mesmo, sabe? Lembro ter pensado, "Colleen não desaponta nunca," e estava certa. QUE LIVRO, MEU BRASIL. QUE LIVRO!

Assim como em It Ends With Us que tem a violência doméstica como tema, em Without Merit, Colleen Hoover volta a tratar de um assunto extremamente difícil — não só de ser abordado, mas de ser compreendido por outros — e dramático para quem é dia e noite desafiado pelo mal do século, a depressão. Essa é a segunda vez que a autora escreve um livro que deveria ser para muitos. Ele atua como um alerta para aqueles que possuem os sintomas que podem levar à depressão, e proporciona um vislumbre de como é o dia a dia daqueles que convivem com ela. No entanto, este é um livro para poucos. 

A história de Merit Voss é repleta de drama. Dramas que para você e para mim são um porre, e extremamente desnecessários, mas que para ela, são válidos e muito maior do que se imagina. É exatamente esse o grande apontamento de Hoover ao narrar a história de Merit: mostrar o quanto essa doença é estigmatizada e incompreendida, assim como foi este livro.
Without Merit é um livro sem prólogo e epílogo. A falta deste último me incomodou de verdade, porque eu sou o tipo de leitora que precisa de um desfecho pós desfecho, se é que você me entende. As últimas palavras do último capítulo não matam a minha sede de saber o que aconteceu depois; como ficou a vida daqueles personagens. Por isso tenho que admitir que me senti órfã com a inexistência de um epílogo. Além disso, é uma obra narrada sob um único ponto de vista, o de Merit, mas que conta com muitos personagens presentes durante a história — Lucky, Honor, Utah, Victoria, Moby, os pais de Merit, Sagan — algo que não lembro de ter visto em nenhum outro livro da autora. Todos esses personagens aparecem constantemente e possuem voz na trama. 

Duas outras características marcantes do livro são os desenhos criados por Brandon Adams que estampam as páginas no decorrer da narrativa, e o modo como Hoover trabalhou com a atualidade para contar a história de Sagan. Eu simplesmente amei o fato dela ter pensado nisso e traçado os contornos da vida do rapaz com base nesse acontecimento. 

Sendo assim, só tenho a dizer que Without Merit é o livro perfeito para aqueles que o lerá de mente aberta, disposto a deixar de lado por um momento aquela Colleen de O Lado Feio do Amor para encontrar a Colleen de It Ends With Us. Faço isso, e essa não será apenas uma leitura, mas sim, um belo exercício sobre perspectiva e compreensão.
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