Resenha: A Bird on a Windowsill, Laura Miller

24 agosto 2016

Salem e Savannah se conhecem desde a infância e quase todas as memórias que cada um deles carrega, eles compartilharam juntos. Mas quando Savannah conta para Salem que sua família vai se mudar para a Carolina do Sul apenas dias antes de começarem o segundo ano do ensino médio, Salem fica devastado.

Eles prometem passar os últimos dias de Savannah em sua pequena cidade natal juntos, relembrando os últimos dez anos de suas vidas, até que um dia, Salem acorda e Savannah se foi.
 

Mas essa não é a última vez que seus caminhos se cruzam. Na verdade, a vida continua a entrelaçar suas histórias, até que em uma tarde ensolarada, Salem vai até o escritório do jornal local de sua cidade e se depara com um rosto familiar. É Savannah. Ela continua sendo a mesma pessoa desde a última vez que ele a viu. O único problema é que ele não é mais o mesmo.
 

Situado em uma cidadezinha do Missouri, A Bird on a Windowsill conta a história de um garoto e de uma garota que compartilham um passado. E agora, aos 23 anos, após passarem os últimos seis anos separados, ambos devem navegar sobre a delicada linha entre o amor e renúncia, até que eles estejam cara a cara com a escolha que pode mudar seu futuro — e sua história.





Antes de começarmos a ler esta resenha, duas palavras devem ser salientadas. São elas:

- Amar: adorar; possuir afeição por; demonstrar adoração por;
- Persistir: expressar constância; em que há insistência; continuar ou prosseguir;

As duas palavras acima já definem um pouco do que é essa trama lindamente construída pela autora americana, Laura Miller. 

A Bird on a Windowsill é um livro sobre amor e a persistência de quem ama. Sobre a efemeridade das coisas e sobre saber enxergar e valorizar sua simplicidade, porque segundo dizem por aí, são as pequenas coisas que fazem a diferença. E realmente identificamos o quanto Savannah Catesby e Salem Ebenezer apreciam cada minuto que compartilham juntos. 

Já vemos de cara que os dois personagens da trama guardam com carinho os instantes que viveram e as histórias que dividiram pelo modo como os capítulos são compostos. Contados e alternados sob o ponto de vista tanto do Eben como da Vannah, esses capítulos são divididos em dias, sendo contados desde o dia 1 que foi o dia em que eles se conheceram, e daí por diante. Isso é algo muito interessante de testemunhar, principalmente se você é o tipo de pessoa que guarda com todo o carinho e amor do mundo momentos vividos em alguma fase da sua vida que hoje definem um pouquinho de quem você é. Até porque, se pararmos para pensar, é muito fácil esquecermos das coisas e nem sempre prestarmos atenção àquele pequeno detalhe, quase imperceptível que pode se transformar em algo grandioso. Isso é quase uma teoria do caos, mas é verdade. Sob uma perspectiva bem particular, a grande carga emotiva do livro é trabalhada em cima disso, do simples, do fugaz. Fugaz que não precisa ser necessariamente finito. Tudo o que pode ser devidamente reconhecido e apreciado pode ser também enriquecido e guardado. Basta lembrarmos de um momento que nos marcou. Triste ou feliz, esse momento passou. Foi efêmero? Sim. Mas você ainda lembra dele, não é? Ele foi importante o suficiente para ser guardado na caixinha do que é inesquecível. Com Salem e Vannah os dias eram assim. Muitas histórias, muitos momentos, muita coisa para compartilhar. 

Situada em uma cidadezinha chamada Allandale, a narrativa é límpida, fácil. Conta a história desses dois personagens  Eben e Vannah — que se conheceram durante a infância, passando por toda essa fase juntos, conhecendo a amizade, descobrindo coisas além e aprendendo a lidar com situações inesperadas. O enredo tem a capacidade de transmitir um sentimento tão... espontâneo. É de uma sensibilidade e naturalidade tão grande que a vontade de dar continuidade a leitura, o desejo de não querer parar é imenso. 

Por último, é preciso pontuar: o livro possui dois epílogos bem curtinhos, mas destruidores. Curtinhos mas que resumem bem a essência da história. É efêmero, mas pode durar para sempre.

Laura Miller é uma escritora americana natural do Missouri, autora de mais cinco livros, dentre eles, When Cicadas Cry e Butterfly Weeds

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Resenha escrita em parceria com o blog Guardiã da Meia Noite.


Evento: Chá com Rothesay - Autora Roxane Norris

20 agosto 2016




No ultimo sábado de julho(30) os blogueiros parceiros da autora Roxane, tiveram um encontro lindo !!! O local foi o  Guy Bistrô, um local charmoso e digno de um Conde e suas damas convidadas!!!







O encontro foi feito para estreitar a amizade desse grupo de blogueiras que já se falam muuuiiittoo pelas redes sociais.

Aproveitamos para conversar sobre ideias de divulgação, promoções e tudo que possa promover o livro da Roxanne que está simplesmente maravilhoso!! 


Mas temos que ser honestas, o ponto alta e cheio  de emoção foi quando as blogueiras começaram à receber pelas mãos da querida autora Roxane Norris  uma edição EXCLUSIVA do manuscrito do livro O Misterioso Conde de Rothesay    OMG!!! 




Vejam algumas fotos dessa tarde maravilhosa!!!!


















Bem pessoal todas as blogueiras que compareceram, a Roxane agradece de todo coração!! 

Quem não é do Rio não fique triste porque a autora e Conde vão estar em São Paulo!!
;)






Resenha: Finding Alana, Meg Farrell

17 agosto 2016


Título: Finding Alana
Autora: Meg Farrell
Editora: Farrell Writes, LLC
Edição: 1
Ano: 2016
Páginas: 203
Gênero: Romance
ISBN: 978-0-6927-0163-8


SINOPSE


Cinco anos após o término brutal de seu casamento, Alana Thomas ainda trabalha para estabelecer sua nova vida. Mal tendo sobrevivido seu último relacionamento, ela se tornou proficiente em evitar envolvimentos românticos. A verdade de sua vida anterior é um segredo que ela carrega sozinha. 

Justin Ellis está recomeçando após abandonar sua carreira como policial. Ele é um rapaz genuinamente bom com um passado preocupante. A vida começa a melhorar depois que ele conhece Alana, alguém que faz com que ele se sinta vivo de novo. Estar com ela diminui a culpa que ele carrega. 

Alana quer ele e quer confiar nele. Estar com ele faz com que ela se sinta segura. Ela irá arriscar tudo para lhe contar a verdade?



TERAPIANDO...

Com quinze capítulos narrados sob o ponto de vista de um único personagem, Finding Alana não é um livro extenso e, por isso, pode ser considerado um exemplo de leitura fácil, rápida. Cada um desses capítulos é intitulado de acordo com o momento vivido pela protagonista no decorrer da trama.

Composto por 203 páginas, a edição possui uma capa bastante intrigante, decisiva quando, para o leitor, basta uma boa arte de capa para que a leitura seja considerada certa.

Escrito por Meg Farrell, Finding Alana tem seu enredo narrado em Memphis, Tennessee e, em alguns rápidos momentos, nos coloca frente a frente com algumas gírias e sotaque característico da região, ya know.

Publicado de forma independente, ele retrata a história de uma mulher que abdica de sua vida por instinto de sobrevivência. Pode parecer irônico, até mesmo confuso, mas é isso mesmo. Alana Thomas não tem outra saída senão abandonar tudo, inclusive seu filho para sobreviver aos ataques violentos de seu marido, Kent Walsh, que chega ao topo da monstruosidade ao tentar matá-la. 

Após o atentado que quase tirou sua vida, Alana é socorrida por um estranho na estrada e assume uma nova identidade. 

A ideia principal da narrativa é super bacana, já que aborda um tema muito debatido atualmente, apresentando situações complicadas e aterrorizantes que as mulheres, infelizmente, ainda estão sujeitas. Mas, por ser um assunto que geralmente acarreta tanta discussão e em um bom português, "dá pano pra manga", é possível perceber uma certa rapidez no modo como os fatos são apresentados, desenvolvidos e posteriormente, concluídos. Para os amantes da subjetividade, aquele sentimento de "faltou alguma coisa" se fará presente, com certeza.

Meg Farrell é natural do Mississippi e possui mais um livro publicado, A Place to Stand. Tanto ele quanto Finding Alana podem ser encontrados em formato digital ou paperback. E só por curiosidade, não pude deixar de me perguntar sobre uma coisa: um dos personagens da história de Alana se chama Justin. Memphis é a terra natal do queridíssimo Justin Timberlake. Será que tem alguma coisa a ver, gente? Acho que vou ter que perguntar para ela. :)



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