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Leia um trecho de "What He Doesn't Know", livro um do novo duo de Kandi Steiner

30 março 2018


"Eu o amo, Reese."
"Não mude o fato de que você também me ama."























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Rejeição me invadiu como veneno, matando o meu desejo e confiança em uma única investida.

Eu afastei minha mão como se tivesse sido queimada, rolando até estar deitada de costas, meus olhos focados em algum lugar além do teto. Cameron está tão imóvel ao meu lado, como se estivesse com medo de se mover, com medo de respirar – como se qualquer sinal de que ele ainda estivesse acordado fosse fazer com que eu me aproximasse dele e tentasse convencê-lo de querer isso, de me querer. Ele não me queria.

O meu coração ficou dolorosamente apertado em meu peito, e eu pressionei as pontas de meus dedos com força sobre a pele, massageando-a enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas.

Eu lembrava de uma época em que imaginá-lo recusando sexo era cômico. Era difícil para mim acompanhar seu desejo. Mas o tempo mudou tudo. Mudou a mim, a ele, e o modo como ficávamos juntos. Mudou nossas circunstâncias, nossos futuros e muito mais. O tempo criou quilômetros de distância entre nós rapidamente, mas estava demorando para nos aproximar de novo. Eu nem sei se poderia.

Quando a respiração de Cameron ficou mais lenta e um suave ronco me avisou que ele estava dormindo, eu deslizei para fora dos lençóis e fui para o banheiro mais uma vez. Eu fechei a porta atrás de mim silenciosamente, trancando-a, e inclinando-me contra ela com um suspiro. As lágrimas com que estive lutando caíram em perfeita simetria com o fechar de meus olhos, mas eu as enxuguei rapidamente, atravessando o belo chão perolado para tomar um banho quente.

A minha mente peregrinava enquanto eu me sentava na beirada da banheira observando a água correr, meus dedos dançando preguiçosamente nela. Eu gostava do modo como ela borbulhava ao redor da ponta de meus dedos se eu os pressionasse o suficiente, sem deixa-los afundar.

E assim que meus olhos perderam o foco, as lembranças me invadiram.

Cameron e eu naquela noite após a fogueira – as bolhas no banho e em nosso champanhe também. Eu ouvi sua risada como se fosse minha própria voz, senti suas mãos como se elas nunca tivessem se afastado, vi seus olhos e o jeito como eles me adoravam, como se fossem uma marca permanente em minha memória.

Mas eles não eram.

Tudo isso desapareceu, e a culpa era minha.

Quando a banheira estava cheia, eu fechei a torneira e me afundei lentamente nela. A banheira era ampla e funda, exatamente como eu sempre quis – uma que pudesse cobrir cada parte minha. Meu pescoço e cabeça era as únicas coisas expostas, e eu me inclinei contra a porcelana, meus olhos vagando pelo teto antes de serem fechados.

A princípio, eu não pensei em nada além de como era boa a sensação da água quente enquanto me aquecia. Era bom existir em um momento delicioso de calidez, em uma noite tão sombria que me deixou tão fria. Mas assim que meu corpo se acomodou ao calor, o meu cérebro lentamente retornou à vida.

Eu pensei em Cameron de novo, mas isso só provocou aquele zunido dentro do meu peito, por isso afastei os pensamentos rapidamente. Nada durava por muito tempo antes que eu estivesse pensando em uma outra coisa – meus planos de aula, o que eu queria fazer no jardim no fim de semana, o que eu precisava para começar a planejar o evento de arrecadação de fundos de minha mãe.

E de alguma maneira, antes que me desse conta, eu estava pensando em Reese. Pensamentos sobre ele me atingiram com rapidez, e assim que eles me alcançaram, eu me surpreendi. Eu também fiquei surpresa por ter levado tanto tempo para que isso acontecesse. Algo mudou em mim naquela noite, parada em frente a cerca que costumava separar nossos lares. Reese era um pássaro que pousava suavemente nos mares agitados de minha vida, aparentemente fora de lugar, mas tão confiante e calmo em seu pouso que só fazia mais sentido a sensação de pertencimento.

Eu sorri tanto em uma única noite, sorri de verdade, que minhas bochechas doeram. E eu também chorei em seus braços.

Quando sua família foi morta, eu mal contei para Cameron. Foi logo após nossa própria perda, e eu não sabia como ele iria lidar com outra. Então, eu chorei por Mallory sozinha, desejei estar com Reese, sabendo que não havia nada que eu pudesse dizer para melhorar as coisas.

Eu sabia, porque não havia palavras que poderia curar uma perda como aquela. Havia apenas o tempo, e ele não se apressava por todos. Quase doía mais o fato de que Reese não jogava isso na minha cara, que ele não me culpava por não tê-lo procurado. Eu não mantive contato com Mallory nem mesmo antes de sua morte. Eu me senti magoada por ela ir embora de Mount Lebanon. Ela era dois anos mais velha do que eu, e essa foi a única vez em nossa amizade que vi nossa diferença de idade como um problema. Ela estava indo embora, Reese também, e eu tinha que ficar para terminar o ensino médio sem os meus dois melhores amigos. Só quando eu conheci Cameron que eu comecei a me abrir para outra pessoa novamente.

Eu chorei nos braços de Reese pensando em Mallory, em seus pais, mas em algum lugar no caminho, eu comecei a chorar por algo mais. Era algo que eu não conseguia identificar – não até que eu estivesse sozinha.

Foi aí que eu finalmente percebi. Uma parte de mim só estava chorando pela maneira como eu me senti sendo abraçada. Eu tinha quase esquecido. O modo como seus braços tinham me envolvido, o conforto que tinham trazido, e a maneira como os olhos dele tinham encontrado os meus quando ele me afastou – tudo isso me deixou sem ar. Reese não era o mesmo garoto que partiu há catorze anos. Ele estava mais velho agora, seu cabelo mais longo, seu peito mais largo, os músculos em seus braços mais acentuados. Ainda assim, só de estar perto dele me levou de volta para a garota de dezesseis anos que eu fui, para uma época em que o mundo parecia cheio de felicidade e possibilidades infinitas a serem descobertas.

Antes que água ficasse gelada, eu coloquei a mão entre minhas coxas tensas para aliviar a dor. Eu sabia que não poderia dormir até encontrar o que estava procurando tão desesperadamente naquela noite.

Então eu me esforcei para encontrar alívio, pensando em Cameron o tempo todo. Eu pensava em nosso beijo, imaginava como teria sido ter suas mãos em meu corpo de novo, pensei em como seus músculos quentes ficariam sobre minhas mãos divagantes.

Antes de eu encontrar alívio, outro homem surgiu em meus pensamentos por um breve segundo. Foi apenas um lampejo, um momento que me deixou tonta, e quando meu orgasmo enfraqueceu e minha respiração voltou ao normal, a imagem desapareceu e a culpa tomou seu lugar. Eu corei, minhas mãos correndo sobre meus cabelos molhados enquanto eu balançava a cabeça sem acreditar.

Foi apenas o álcool, eu disse para mim mesma. Eu não conseguia nem ter certeza se eu o tinha imaginado, a impressão sumindo rapidamente como areia sendo lavada pelo mar. Eu olhei para a tranquila margem de minha mente, desejando que ela me mostrasse algo, qualquer coisa, mas ela estava cansada, assim como eu.

Os meus olhos se moveram para o teto, e eu os mantive lá, imaginando quem eu era. Pensando se eu era alguém. Depois eu mergulhei mais e mais, prendendo a respiração no momento em que a água quente cobriu meu nariz. Eu a deixei lavar meu pecado como se ele nunca tivesse acontecido. 

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Disponível na Amazon BR.

*Cover Reveal* - A Little Too Late, Staci Hart

02 outubro 2017

Hoje venho compartilhar com você a capa do novo romance de Staci Hart: A Little Too Late — e dizer que estou choraaaany com a lindeza disso! Com lançamento previsto para 24 de outubro, você já pode garantir a sua cópia na pré-venda na Amazon. 


Eu não deveria me apaixonar pela babá.

Quando minha esposa foi embora, ela levou consigo a ilusão de felicidade, e desde então, vivo em queda livre. Por nove longos meses, lutei para descobrir como ser um pai solteiro e como viver sozinho.

Por nove longos meses, eu tenho falhado.

Quando Hannah passou pela porta, eu pude respirar aliviado pela primeira vez desde que percebi que estava sozinho. Ela entrou em nossas vidas com facilidade, mostrando o que eu tenho perdido em todos esses anos. Hannah me fez sorrir quando eu pensei que havia empacotado a noção de felicidade junto com meu álbum de casamento.

Ela deveria ser apenas a babá, mas ela é muito mais.

O dia em que minha esposa foi embora deveria ter sido o pior dia da minha vida, mas não foi. Foi quando Hannah foi embora levando meu coração com ela.

                     















Garanta já o seu:

Adicione à sua estante:
Goodreads: http://bit.ly/2iZfozn

Conheça o novo romance de Laura Miller, o livro 'The Life We Almost Had'

10 julho 2017

Autora de A Bird on a Windowsill e When Cicadas Cry, Laura Miller divulga a capa e o título de seu novo trabalho, o livro The Life We Almost Had.



Com lançamento previsto para 19 de setembro nos Estados Unidos, o livro nos trás uma nova história contada em uma cidadezinha de Missouri chamada Sweet Home e narra a história de amor de Berlin e de sua amada, que ainda não teve o nome revelado por motivos de SPOILER. Mas a Laura conversou com a gente e falou um pouquinho sobre o enredo. 

"O nome do rapaz é Berlin, mas o da moça ainda é segredo, assim como suas ocupações. Mas a história é sobre dois jovens que se conhecem, se aventuram e se apaixonam em uma pequena cidade fantasma que ninguém se importa, só eles. Berlin precisa se mudar e os dois perdem contato por sete anos. Após esses anos separados eles se reencontram, mas é possível que o encontro tenha acontecido tarde demais. E agora os dois precisam tomar uma decisão e lidar com a vida que eles quase tiveram."

Confira a sinopse traduzida:

Antes de todos deixarem a cidadezinha de Sweet Home para os fantasmas, ela era a garota da porta ao lado. E ele era o garoto que nunca conseguia a aprovação de seu pai. Mas nada disso importava. A única coisa que importava era que o coração dela o ganhou.

Mas isso foi anos atrás. E agora, a irmã de Berlin reza para que alguém apareça para tirar a cabeça de seu irmão da garota do passado. E é claro que alguém o faz. Mas será que essa garota será capaz de quebrar as correntes de seu primeiro amor ou ela será que ela fará com que ele se apaixone ainda mais pela garota que ele deixou para trás em Sweet Home, Missouri?

Eles só têm uma semana.



Laura Miller ainda não tem livros publicados no Brasil e eu continuo me perguntando "Por que, Deus?" Mas se você já está acostumado a ler em inglês, pode comemorar, porque os livros dela estão disponíveis na Amazon BR.
 E vamos unir forças para trazer os trabalhos dela para o nosso país. 
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