Resenha: The Wreckage of Us, Brittainy C. Cherry

16 setembro 2020

Nunca, em um milhão de anos, eu teria imaginado que Ian Parker seria a pessoa que me salvaria...Eu sei que deveria ficar longe de Ian Parker. Mas quando meu padrasto traficante me manda embora de casa, fico sem ter para onde ir. Usar o celeiro abandonado no rancho do avô de Ian parece ser uma boa ideia. É claro que Ian descobre e insiste que eu me mude para o quarto extra em sua casa. Eu deveria recusar, mas só o pensamento de ter um teto e uma cama quentinha é demais para mim. Sem falar de seus olhos castanhos e braços musculosos. Não somos nada parecidos, mas a química entre nós é inegável. A minha vida está finalmente melhorando...Até eu denunciar meu padrasto à polícia e, sem querer, causar a prisão de minha mãe grávida. Agora, preciso sacrificar meus sonhos para cuidar do bebê do seu bebê. Ela é a única família que me resta. Enquanto isso, a banda de Ian está decolando. Seus sonhos estão se tornando realidade. Ele é minha única chance no amor. Só espero que não seja a chance que deixarei escapar.




Terminei de ler o novo livro de Brittainy C. Cherry, The Wreckage of Us e devo dizer que ainda não consegui superá-lo ao ponto de entendê-lo completamente. Não quero que vocês me entendam errado. Eu amei a história. O negócio é que ainda assim, fiquei sentindo como se tivesse faltado algo. 

Estou escrevendo essa resenha com a esperança de que eu entenda, pelo menos um pouquinho, o que rolou entre esse livro e eu. 

Para começar, o enredo é ótimo. Conta a história de uma jovem de 18 anos, Hazel Stone (eu amo esse nome!), nascida e criada em Eres, Nebraska, que luta para encontrar um jeito de se livrar da vida miserável a que foi submetida por sua mãe e seu padrasto. Seu objetivo é arrumar um emprego e economizar o bastante para que ela consiga resgatar sua mãe que, por sua vez, está grávida, do mundo caótico em que tem vivido desde que se envolveu com o principal traficante da cidade, Charlie Riley. Uma das últimas coisas que Hazel deseja é ver sua mãe e o bebê sofrerem nas mãos abusivas dele. Como moram numa cidade muito pequena, encontrar um trabalho não é assim tão fácil, por isso, Hazel está determinada a conseguir uma vaga de emprego no principal rancho da cidade. Para resumir, ela consegue, ainda que todos duvidem de sua capacidade para realizar as tarefas árduas que o trabalho exige. É aí que somos apresentados a Ian Parker (eu o chamo de 'my cool Nebraska guy'. Obrigada, Lady Gaga!), o boy magia sexy e ranzinza responsável em treinar Hazel.  

Assim como a moça, Ian é uma pessoa solitária. Sua paixão é criar canções para sua banda, The Wreckage. Novamente, assim como Hazel, seu maior desejo é ir embora daquela cidade. Além de seus companheiros de banda e de seus avós, ele não tem mais ninguém. Seus pais escolheram o vício em vez dele e, por esse motivo, Ian criou uma espécie de muro dentro si que ninguém parece ser capaz de ultrapassar. 

O tempo passa e Ian percebe que precisa deixar de lado o ódio que sente por Hazel, e aceitar o fato de que ela é o tipo de pessoa que você não pode simplesmente afastar. Sua força e gentileza, empatia e determinação é tudo o que ele precisa para ter cada tijolo do muro que cerca seu coração removido. 

Além do casal protagonista, também conhecemos outros personagens super bacanas, intensos e engraçados ao mesmo tempo. Isso é algo que preciso ressaltar aqui. Mesmo com sua histórias de luta e dificuldades, a autora conseguiu pincelá-los com brilhos de alegria também. O meu personagem favorito nesse livro foi sem dúvida, Big Paw. Ele é o exemplo perfeito do que acabei de dizer. Hazel é um bom exemplo também. 

Um outro ponto interessante é que se existisse uma categoria no Oscar de melhor título de livro do ano, The Wreckage of Us seria nomeado, com certeza (junto com Heart Bones).

Como eu disse antes, a narrativa é ótima, porém, a única coisa que faz sentido nesse meu cérebro que ama drama drama drama e mais drama, é que eu esperava situações cem porcento dramáticas como estou acostumada a ver nos romances da Brit. Acho que foi isso que me deixou com esse sentimento confuso com relação ao livro. 

Enfim, vou parar por aqui para não falar demais. Se você tiver a chance de ler The Wreckage of Us, LEIA! Tenho certeza que você vai amar. 

Para finalizar, não poderia deixar de mencionar que concordo com você, My Cool Nebraska Guy. É evidente que o lar não é um lugar. É muito mais do que isso.

.
.
.

Resenha em parceria com a Ugly Love BR.

Review: The Wreckage of Us, Brittainy C. Cherry

08 setembro 2020


Never in a million years did I think it would be Ian Parker who saved me...
I know I should stay away from Ian Parker. But when my drug-dealing stepdad kicks me out, I have nowhere to go. Squatting in an abandoned shed on Ian’s grandpa’s farm seems like as good a plan as any. Ian finds me there, of course, and he insists on me moving into his spare room. I should say no, but the appeal of a roof and a warm bed is too much. Not to mention Ian’s brown eyes and strong arms. We’re nothing alike, but the spark between us is undeniable. My life is finally looking up.
Until I call the cops on my stepdad and unintentionally get my pregnant mom arrested. Now I have to sacrifice my dreams to take care of my mom’s baby. She’s the only family I have left. Meanwhile, Ian’s band is taking off; his dreams are coming true. Ian is my one chance at love. I just hope he doesn’t become the one chance that got away.



I just finished reading The Wreckage of Us by Brittainy C. Cherry and I must say I haven't wrapped my mind around it yet. And trust me this is odd, because I'm always so certain about what I feel when I read her books. Don't get me wrong though. I loved it! It's just that I feel like I've missed something I guess. 

I will try to put my feelings to paper and see if I can understand what happened between this book and myself. 

To begin with, the plot is amazing. It tells the story of an eighteen year old girl, Hazel Stone (I love this name btw), born and raised in Eres, Nebraska, that struggles to find a way to leave the miserable life her mother and stepfather has put her into. Her goal is to find a job to save up enough money so she can rescue her pregnant mother from the messy world she's been living since she got involved with the main drug dealer in town, Charlie Riley. One of the last things Hazel wants is to see her mom and the baby suffering in his abusive hands. Since they live in a really small town, finding a job isn't that easy so Hazel is determined to get a position to work at the centerpiece ranch of the town. To sum things up, she gets the job at Eres Ranch, even though everyone doubts she will handle the hard work, and that's when we are introduced to Ian Parker (I call him my cool Nebraska guy), the grumpy and sexy guy who is supposed to show her around the place. 

Like Hazel, Ian is a lonely person. He's passion is to create music for his band, The Wreckage, and again, like her, he's looking forward to finding his way out of that town. Besides his bandmates and grandparents, he has nobody left. His parents had chosen their addiction over him, and because of it Ian has built a wall that no one seems to be able to trespass. 

As time goes on Ian has to put away the hatred he feels toward Hazel, and accept the fact that she's the kind of person you can't stay away from. Her kindness and strength, her empathy and determination is everything he needs to have that very brick wall around his heart broken. 

Moving on a little, besides the lead couple, we are also introduced to very nice, intense and funny characters. That's one of the things I need to highlight here. Even with their tough background stories, the author managed to give them all a sparkle of joy too. My favorite character in this book is without a doubt Big Paw. He's the perfect example for what I just said. Hazel is a very good example too. 

Also, if there were an Oscars' category for best book title of the year, The Wreckage of Us would be a nominee for sure. 

Now that you could get a general glimpse of what I thought about this book, it's hard to explain why I still feel like there was something missing. As I said, the plot is amazing and the only thing that makes sense in this brain of mine that loves drama drama drama and more drama is that I was expecting a hundred percent drama regarding a few situations in the book like Charlie getting caught so easily at second time, for instance. 

Anyhow I will stop right here because I don't want to give too much away. Just go grab this book as soon as possible. I promise you'll love it. 

Just to end this in the best way possible, I couldn't forget to mention just in order to have it registered that I agree with you, My Cool Nebraska Guy. Home is not a place. It's so much more than that. 

Resenha: Love Story, Laura Miller

15 março 2020



Da autora bestseller da Amazon, Love Story é uma coleção de poemas e trechos comoventes sobre amor, corações partidos, risos e sobre a vida de quem vive em cidades pequenas. Nele você encontrará versos de seus romances favoritos escritos por Laura Miller. Também irá descobrir uma coleção de poemas originais nunca visto antes. Acompanhados por ilustrações inspiradoras, Love Story com certeza deixará uma marca em seu coração.







Lembro de quando perguntei para Laura se nós, leitores, poderíamos esperar um novo lançamento dela. Deixei minha pergunta em um de seus posts no Instagram e, mesmo sem saber exatamente quando eu realmente fiz essa pergunta, lembro com certeza que ela disse estar trabalhando nele enquanto me respondia.

Em fevereiro, ela largou essa bomba maravilhosa com o lançamento de seu novo trabalho. Um livro de poemas e trechos [de publicações passadas]. Para ser honesta, eu fui pega de surpresa por não estar esperando um livro de poesias. Isso foi ótimo, na verdade, porque fiquei maravilhada com o modo como Love Story foi feito — começando pela capa até cada ilustração e frase. 

Essa nova compilação vai te transportar de volta para todas as pequenas cidades que um dia você visitou enquanto lia os romances de Laura Miller. Esteja preparado (a) para morrer de amor em cada página e revisitar os antigos livros da autora. 

Sweet Home, Allandale e todas as outras cidadezinhas pelas quais você já passou serão trazidas de volta à vida numa espécie de flashback que vai mexer com o seu coração.

"O amor é assim. Ele te faz sentir." - The Dream


Review: Love Story, Laura Miller

14 março 2020


From the Amazon #1 best-selling author of small-town romance novels, including Butterfly Weeds and The Dream, comes Love Story, a raw and touching collection of poems and quotations about love, heartbreak, laughter and life in a small town. Find quotes from your favorite Laura Miller love stories and also discover a new, never-before-seen collection of heartfelt and romantic poems and sentiments. Accompanied by inspiring illustrations, Love Story is sure to leave a lasting mark on your heart.





I remember this day when I asked Laura if her readers could expect a new release soon. I left my question in one of her posts on Instagram, and even though I don't really remember when I asked it exactly, I do know that she said she was working on it while she replied me. 

In February, she dropped this wonderful bomb with the release of her new book. A book of poems and quotes. To be completely honest with you I wasn't expecting that. Which was good, because I got wonderfully amazed by the way Love Story was made — from the cover to every single ilustration and quotes.
 
This new collection will bring you back to every small town you have ever visited while reading Laura Miller's novels. Be ready to swoon over each and every page and to dive back in all her past books.

Sweet Home, Allandale
and all the small towns you once had a chance to visit will be brought to life again in a sort of flashback that will make your heart melt.


Livros Minha Terapia

LANÇAMENTO : A Perdição do Barão - Lucy Vargas

04 outubro 2018





Pensei mil vezes em como fazer este Post, estou fora de forma. Então resolvi narrar nossa trajetória até este lançamento tão comemorado e festejado. Espero que você goste amiga !!!


No dia 23/5/2017,  eu recebi o Barão na minha humilde residência...A sua mãe, a querida Lucy Vargas, me disse que ele precisava de cuidados e que ela queria minha análise da situação rsrs Pois bem, comecei a leitura...

Então eu com meu coração aberto a ouvir o que o Barão tinha à dizer fui me envolvendo a cada dia, e quando menos esperava, Patrick  já tinha dominado meus dias, minha vida e meu coração !!
16/11/2017 Notícia mais esperada... A Betrand vai publicar O Barão!!!





9/3/2018 A Capa. Depois de muitas opções e não sentindo o meu coraçãozinho pulsar. Eis que o momento acontece...       A CAPA,  aquela que me fez chorar e surtar no trabalho...Levantei, gritei, chorei e até hoje rezo para que os chefes não estivessem olhando as câmeras 

Lucy certamente me acha louca!!! Já é o suficiente.rsrs


 


29/ 8 /2018 Pré- Venda aberta...E muita conversa, porque nessa hora a amiguinha autora surta cheias de "E SE"... 
Ahhh minha amiga querida, nunca na minha vida duvidei do seu talento e sucesso....Você é tão...tão especial, tão preciosa !!! 
É só o começo!! 



8/9 /2018 Livro impresso e um vídeo lindo que a Lucy fez para mim, e toda vez que assisti/assisto me debulho em lágrimas. 
Eu sou abençoada, privilegiada em ter sua confiança para ler suas preciosas obras em primeira mão rsrs ... Não sei o que fiz para merecer da vida e do Universo você e seus livros.Mas agradeço e vou agradecer eternamente.  


Dia 06/10/2018 Estaremos em mais um lançamento seu, e não consigo me conter de tanta felicidade e emoção!!

Vem genteeeee !!! 



Resenha: Disgrace, Brittainy C. Cherry

28 junho 2018

Todos os dias eu rezava para o meu marido me amar novamente. Depois de quinze anos juntos, ele se afastou de mim e foi para os braços de outra. Eu não sabia como lidar. Eu não sabia o meu valor. Eu não sabia como existir sem ele ao meu lado. Tudo que eu queria era que ele voltasse para mim. Então Jackson Emery apareceu. Era para ser uma distração para minha mente. Uma aventura de verão. Um impulso de confiança para o meu coração machucado. Nós éramos perfeitos um para o outro porque nós dois sabíamos que não duraria. Jackson não acreditava em compromisso e eu não acreditava mais em amor. Ele era muito fechado para mim e eu estava muito quebrada para ele. Tudo estava bem, até que uma noite meu coração pulou uma batida. Eu não esperava que ele me fizesse rir. Me fizesse pensar. Fizesse com que a minha tristeza desaparecesse um pouco. Quando o nosso tempo acabou, meu coração não sabia como ir embora. Todos os dias eu rezava para que meu marido me amasse novamente, ainda que devagar, minhas orações começaram a mudar para o homem que não era certo para mim. Eu rezei por mais um sorriso, mais um beijo, mais uma risada, mais um toque... Eu rezei para ele ser meu. Mesmo sabendo que seu coração não estava destinado a amar.


Eu sei que os livros da Brittainy geralmente fazem os leitores chorarem (eu pelo menos, sempre choro), e com esse não foi diferente. Sei o que você deve estar pensando, já deveríamos estar acostumados em chorar nos livros dela, mas esse livro me surpreendeu, com menos de cinco páginas eu já estava chorando horrores, e não foi uma ou duas lágrimas. A situação estava tão precária que eu não conseguia enxergar o Kindle! É nessa parte do livro que conhecemos Jackson Emery com 10 anos de idade, e Tucker, seu cachorro de estimação. O porquê de eu ter chorado copiosamente? Jackson acaba escutando uma briga entre os seus pais, e escuta a mãe dizer que está indo embora, ele então implora para que a mãe não vá. Diz que será um menino melhor e que fará suas tarefas o melhor que puder. Eu não sou mãe ainda, mas ler isso partiu meu coração.

Depois de me acalmar e parar de chorar, o livro vai para os “dias de hoje” e conhecemos a protagonista, Grace. Sendo muito honesta, ela me irritou profundamente, porque sabe aquela cidadezinha do interior aonde todo mundo conhece todo mundo? Então, o livro se passa em Chester, Georgia, e quando você tiver a oportunidade de ler, você entenderá a minha frustação com relação a Grace. Foi difícil vê-la permitir que todos da cidade desse palpites sobre sua vida
— o  que ela deveria fazer ou não, principalmente a mãe dela (que mulher insuportável). Mas, como qualquer pessoa, chega um momento em sua vida que ela se vê cansada. Grace percebe que não sabe quem é de verdade. Um exemplo bobo que ilustra bem a situação é o filme Uma noiva em fuga com Julia Roberts. Lembra que ela não sabia como gostava que seus ovos fossem preparados? Então, acontece exatamente isso com a Grace. Ela estava tão acostumada em fazer o que os outros queriam que não sabia nem como gostava da própria comida.

Mas voltando ao menino de 10 anos de idade que implorou para a mãe não ir embora, lembra-se dele? Jackson? Pois é, descobrimos que ele se tornou a vergonha da cidade. Todos falam mal dele, dizem que ele é o filho do diabo, um pecado ambulante! Mas as pessoas o julgam pela aparência, pelos erros da sua família no passado e não dão uma oportunidade para que ele mostre quem é de verdade.

Quando Grace e Jackson se conhecem eles são completamente diferentes, mas ao mesmo tempo, ambos possuem algumas coisas em comum como a solidão, culpa e a dor da perda.

Apesar de Disgrace abordar muito a dor e o luto em diferentes aspectos, esse livro é muito mais sobre cura e esperança. Ele serve para mostrar que nem toda verdade é absoluta e que nem sempre o que é certo para alguém é o certo para você. 


Assim como todos os outros livros de Cherry, este me marcou de verdade. A história de Jackson e Grace não é sobre uma clássica obra de amor entre duas pessoas, mas sim, sobre aprender a se amar, respeitar o outro na sua individualidade, e acima de tudo, é sobre nunca julgar o modo como a outra pessoa lida com a perda.


Leia um trecho de "What He Doesn't Know", livro um do novo duo de Kandi Steiner

30 março 2018


"Eu o amo, Reese."
"Não mude o fato de que você também me ama."























❝
Rejeição me invadiu como veneno, matando o meu desejo e confiança em uma única investida.

Eu afastei minha mão como se tivesse sido queimada, rolando até estar deitada de costas, meus olhos focados em algum lugar além do teto. Cameron está tão imóvel ao meu lado, como se estivesse com medo de se mover, com medo de respirar – como se qualquer sinal de que ele ainda estivesse acordado fosse fazer com que eu me aproximasse dele e tentasse convencê-lo de querer isso, de me querer. Ele não me queria.

O meu coração ficou dolorosamente apertado em meu peito, e eu pressionei as pontas de meus dedos com força sobre a pele, massageando-a enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas.

Eu lembrava de uma época em que imaginá-lo recusando sexo era cômico. Era difícil para mim acompanhar seu desejo. Mas o tempo mudou tudo. Mudou a mim, a ele, e o modo como ficávamos juntos. Mudou nossas circunstâncias, nossos futuros e muito mais. O tempo criou quilômetros de distância entre nós rapidamente, mas estava demorando para nos aproximar de novo. Eu nem sei se poderia.

Quando a respiração de Cameron ficou mais lenta e um suave ronco me avisou que ele estava dormindo, eu deslizei para fora dos lençóis e fui para o banheiro mais uma vez. Eu fechei a porta atrás de mim silenciosamente, trancando-a, e inclinando-me contra ela com um suspiro. As lágrimas com que estive lutando caíram em perfeita simetria com o fechar de meus olhos, mas eu as enxuguei rapidamente, atravessando o belo chão perolado para tomar um banho quente.

A minha mente peregrinava enquanto eu me sentava na beirada da banheira observando a água correr, meus dedos dançando preguiçosamente nela. Eu gostava do modo como ela borbulhava ao redor da ponta de meus dedos se eu os pressionasse o suficiente, sem deixa-los afundar.

E assim que meus olhos perderam o foco, as lembranças me invadiram.

Cameron e eu naquela noite após a fogueira – as bolhas no banho e em nosso champanhe também. Eu ouvi sua risada como se fosse minha própria voz, senti suas mãos como se elas nunca tivessem se afastado, vi seus olhos e o jeito como eles me adoravam, como se fossem uma marca permanente em minha memória.

Mas eles não eram.

Tudo isso desapareceu, e a culpa era minha.

Quando a banheira estava cheia, eu fechei a torneira e me afundei lentamente nela. A banheira era ampla e funda, exatamente como eu sempre quis – uma que pudesse cobrir cada parte minha. Meu pescoço e cabeça era as únicas coisas expostas, e eu me inclinei contra a porcelana, meus olhos vagando pelo teto antes de serem fechados.

A princípio, eu não pensei em nada além de como era boa a sensação da água quente enquanto me aquecia. Era bom existir em um momento delicioso de calidez, em uma noite tão sombria que me deixou tão fria. Mas assim que meu corpo se acomodou ao calor, o meu cérebro lentamente retornou à vida.

Eu pensei em Cameron de novo, mas isso só provocou aquele zunido dentro do meu peito, por isso afastei os pensamentos rapidamente. Nada durava por muito tempo antes que eu estivesse pensando em uma outra coisa – meus planos de aula, o que eu queria fazer no jardim no fim de semana, o que eu precisava para começar a planejar o evento de arrecadação de fundos de minha mãe.

E de alguma maneira, antes que me desse conta, eu estava pensando em Reese. Pensamentos sobre ele me atingiram com rapidez, e assim que eles me alcançaram, eu me surpreendi. Eu também fiquei surpresa por ter levado tanto tempo para que isso acontecesse. Algo mudou em mim naquela noite, parada em frente a cerca que costumava separar nossos lares. Reese era um pássaro que pousava suavemente nos mares agitados de minha vida, aparentemente fora de lugar, mas tão confiante e calmo em seu pouso que só fazia mais sentido a sensação de pertencimento.

Eu sorri tanto em uma única noite, sorri de verdade, que minhas bochechas doeram. E eu também chorei em seus braços.

Quando sua família foi morta, eu mal contei para Cameron. Foi logo após nossa própria perda, e eu não sabia como ele iria lidar com outra. Então, eu chorei por Mallory sozinha, desejei estar com Reese, sabendo que não havia nada que eu pudesse dizer para melhorar as coisas.

Eu sabia, porque não havia palavras que poderia curar uma perda como aquela. Havia apenas o tempo, e ele não se apressava por todos. Quase doía mais o fato de que Reese não jogava isso na minha cara, que ele não me culpava por não tê-lo procurado. Eu não mantive contato com Mallory nem mesmo antes de sua morte. Eu me senti magoada por ela ir embora de Mount Lebanon. Ela era dois anos mais velha do que eu, e essa foi a única vez em nossa amizade que vi nossa diferença de idade como um problema. Ela estava indo embora, Reese também, e eu tinha que ficar para terminar o ensino médio sem os meus dois melhores amigos. Só quando eu conheci Cameron que eu comecei a me abrir para outra pessoa novamente.

Eu chorei nos braços de Reese pensando em Mallory, em seus pais, mas em algum lugar no caminho, eu comecei a chorar por algo mais. Era algo que eu não conseguia identificar – não até que eu estivesse sozinha.

Foi aí que eu finalmente percebi. Uma parte de mim só estava chorando pela maneira como eu me senti sendo abraçada. Eu tinha quase esquecido. O modo como seus braços tinham me envolvido, o conforto que tinham trazido, e a maneira como os olhos dele tinham encontrado os meus quando ele me afastou – tudo isso me deixou sem ar. Reese não era o mesmo garoto que partiu há catorze anos. Ele estava mais velho agora, seu cabelo mais longo, seu peito mais largo, os músculos em seus braços mais acentuados. Ainda assim, só de estar perto dele me levou de volta para a garota de dezesseis anos que eu fui, para uma época em que o mundo parecia cheio de felicidade e possibilidades infinitas a serem descobertas.

Antes que água ficasse gelada, eu coloquei a mão entre minhas coxas tensas para aliviar a dor. Eu sabia que não poderia dormir até encontrar o que estava procurando tão desesperadamente naquela noite.

Então eu me esforcei para encontrar alívio, pensando em Cameron o tempo todo. Eu pensava em nosso beijo, imaginava como teria sido ter suas mãos em meu corpo de novo, pensei em como seus músculos quentes ficariam sobre minhas mãos divagantes.

Antes de eu encontrar alívio, outro homem surgiu em meus pensamentos por um breve segundo. Foi apenas um lampejo, um momento que me deixou tonta, e quando meu orgasmo enfraqueceu e minha respiração voltou ao normal, a imagem desapareceu e a culpa tomou seu lugar. Eu corei, minhas mãos correndo sobre meus cabelos molhados enquanto eu balançava a cabeça sem acreditar.

Foi apenas o álcool, eu disse para mim mesma. Eu não conseguia nem ter certeza se eu o tinha imaginado, a impressão sumindo rapidamente como areia sendo lavada pelo mar. Eu olhei para a tranquila margem de minha mente, desejando que ela me mostrasse algo, qualquer coisa, mas ela estava cansada, assim como eu.

Os meus olhos se moveram para o teto, e eu os mantive lá, imaginando quem eu era. Pensando se eu era alguém. Depois eu mergulhei mais e mais, prendendo a respiração no momento em que a água quente cobriu meu nariz. Eu a deixei lavar meu pecado como se ele nunca tivesse acontecido. 

❞


Disponível na Amazon BR.

Resenha: What He Doesn't Know, Kandi Steiner #1

18 março 2018


Do lado nordeste da cidade existe uma casa.

Um dia essa casa já foi mágica, cheia de amor, alegria e planos para o futuro.

Entre suas paredes tem muita coisa que me pertence — meus livros, a porcelana de minha mãe, uma bela gaiola que uma vez, abrigou dois pássaros, mas que agora está vazia, assim como eu.


E um homem. Um homem que também me pertence. Um homem que eu já não quero mais.
⠀
Um homem que, sem dúvida, não tem dormido, ainda que o sol continue nascendo. Pois, a casa onde ele espera, é a casa onde eu deitava minha cabeça e descansava todas as noites há oito anos. Até ontem à noite.

Quem me conhece, não acreditaria que Charlie Pierce, a garota quieta que gosta de ler, que nunca foi de causar problemas, está deixando a entrada da casa de um homem que não é seu marido.

Mas ninguém me conhece.

Nem eu mesma me conheço. Não mais.

Dizem que existem dois lados para cada história, e eu imagino que na maioria dos casos, isso seja verdade. Mas a história em que vivo? Essa possui três.

Do lado nordeste da cidade existe uma casa.

Que já não é mais um lar.





Kandi Steiner foi um de meus achados de 2017 — o primeiro livro dela que li foi On The Way to You, e quem leu minha resenha sabe que eu amei. Por isso confesso que fiquei super empolgada quando ela anunciou que seu novo trabalho seria uma duologia, ou seja, Kandi Steiner duas vezes em um curto espaço de tempo. GRI-TO! Hahahaha. 

Mas o que poucos sabem é que a autora traçou os contornos dessa nova trama com base nas opiniões dos leitores. Ela simplesmente perguntou o que gostaríamos de ler e ver em um romance. Quais tipos de casais e personagens gostaríamos que fossem retratados nas páginas desse livro. Quais características deveriam ser ressaltadas etc. Foi aí que iniciou-se o processo de criação de What He Doesn't Know (livro 1) e What He Always Knew (livro 2). 

A resenha de hoje será sobre o primeiro capítulo desse romance contemporâneo que me deixou angustiada, de coração apertado, e confusa por diversas vezes. Primeiro que a sinopse me fez pensar e esperar coisas completamente diferentes. Na minha cabeça a personagem havia simplesmente traído o marido. Cheguei a pensar que seria um enredo parecido com um livro que li há pouco tempo, e isso fez com que eu iniciasse a leitura meio desconfiada. Mas é óbvio que me enganei. Isso sempre acontece quando eu resolvo dar muita confiança para sinopses. Conselho: deixe a sinopse entrar por um ouvido e sair pelo outro. Ela raramente fará diferença na sua vida. 

Em What He Doesn't Know somos apresentados a uma professora do jardim de infância e ex-aluna da escola Westchester, Charlie Pierce. Nascida e criada na pequena cidade de Mount Lebanon, Pensilvânia, Charlie é casada com Cameron há oito anos e é filha do dono da principal companhia de energia da região. Gentil e sempre presente na vida daqueles que ela mais ama, Charlie guarda muitas histórias de seu passado pré-Cameron, e de seus anos pós-Cameron. 

Faz cinco anos que o casamento deles já não é mais o mesmo, e Charlie percebe isso. Além de não encontrar no olhar de seu marido o homem por quem ela se apaixonou, ela também se dá conta do distanciamento que agora existe entre eles. Cameron já não é mais o homem de antes. Com a cabeça sempre enfiada no trabalho, ele começa a criar obstáculos e desculpas que os separam cada dia mais. São as mudanças em seu comportamento, os deslizes que ele comete, o modo indiferente e constantemente distante como ele se expressa e trata as situações, que faz com que Charlie sinta-se culpada e rejeitada. Essas características de Cameron e sua maneira de agir com relação à sua esposa fez com que eu o detestasse, porque eu comecei a entender o desespero de Charlie ao ver seu casamento indo por água a baixo enquanto seu marido simplesmente não enxergava ou fingia não enxergar os esforços e as tentativas dela de transformar tudo. De fazer com que tudo voltasse a ser como era antes. Eu não suportava mais vê-la tentando e ele nem aí para ela. 

Aos poucos percebemos que Charlie começa a desistir. Ela começa a recuar e fica visível que ela não tem mais de onde tirar forças para lutar pelo seu casamento sozinha. E em meio a tanta dor, desespero e incerteza, ela é surpreendida com o retorno de Reese Walker. Ex-vizinho, ex-melhor amigo de seu irmão, ex-amor da adolescência e agora, recém contratado professor de piano da Westchester. Não há nada tão ruim que não possa piorar, não mesmo? 

"Por favor, não faça isso."
"Fazer o quê?"
"Não vá para ele."
O retorno de Reese não é assim tão ruim. Na verdade, ele só é ruim para Cameron. Reese é maravilhoso. Mesmo agora com 35 anos, ele continua sendo o mesmo cara de quem Charlie se lembra. Foi preciso o seu retorno para Cameron acordar pra vida e ver a merda que ele estava fazendo e o que ele estava prestes a perder. Se eu gostei? EU AMEI, BRASIL. 

Como disse anteriormente, eu fui totalmente enganada pela sinopse e levei um tombo quando comecei a entender a história e os personagens. Nesse momento eu fui começando a ficar angustiada, triste com a trama que os envolvia e sem saber o que esperar do final. A partir dos três últimos capítulos do livro eu comecei a ficar estarrecida com a atitude de Cameron. Se antes eu não conseguia digeri-lo, hoje eu não sei de mais nada. Hoje eu quero amar tanto ele quanto Reese, e só quero que ambos sejam felizes, e que um deles pelo amor do SEM OR, faça Charlie feliz. Ela precisa ser feliz, gente. Por favor. 

Angustiante, intenso, capaz de promover uma explosão de mil e um sentimentos no leitor, What He Doesn't Know foi muito além do que eu esperava. Ele mostra os três lados de uma história que nos guia por caminhos cobertos de amor, sofrimento, força, paixão, culpa e rejeição. Essas duas últimas palavras carregam o peso da narrativa construída por Steiner. 

.
.
.

• O segundo volume da duologia, What He Always Knew, será lançando em 29 de março;

• Adquira a edição digital de What He Doesn't Know na AMAZON BR;

• Adicione à sua estante virtual:

Good Vibes ~ Projeto musical reúne artistas de Nashville em covers de música pop

04 março 2018

Já ouviu falar do Ryman? 

O Ryman é um projeto super bacana que tem como objetivo reunir cantores e compositores de Nashville para criar covers de música pop.

São vozes novas da música americana que com muito talento nos apresentam versões incríveis de grandes sucessos do pop internacional. ♫♪

Todas as performances são mais do que indicadas pelo nosso queridíssimo Griffin Peterson, cantor e compositor responsável pela trilha sonora do livro de Colleen Hoover, Talvez Um Dia (Maybe Someday).

Estamos simplesmente apaixonadas por esses vídeos e apostando muito no talento destes cantores maravilhosos. Por isso, convidamos vocês para conferir o projeto, fazer sua inscrição no canal, curtir e deixar o seu like em suas performances favoritas. 

Adicione o Ryman em suas redes sociais e não perca nenhuma novidade. A todo momento, uma performance mais linda que a outra é lançada.

Resenha: The Smallest Part, Amy Harmon

16 fevereiro 2018


"No final, apenas três coisas importavam. O quanto você amou, o quão gentilmente você viveu, e como você, graciosamente, abriu mão de coisas que não foram feitas para você." Desconhecido

Foi um grande mentira. A maior mentira que ela já contou. Uma mentira que reverberou por sua cabeça quando ela a contou, retumbando assustadoramente, e a garota por trás de seus olhos — a garota que conhecia a verdade — gritou, e seu grito ecoou junto com a mentira.

"Você está apaixonada por Noah, Mercedes?" Cora perguntou. "Quero dizer... Eu sei que você gosta dele. Vocês têm sido amigos desde sempre. Todos nós temos. Mas você está apaixonada por ele?"

Se tivesse sido qualquer outra pessoa — qualquer uma — Mercedes teria estufado o peito, cruzado seus braços magros, e demonstrado seus sentimentos. Ela o teria reivindicado. Mas era Cora. Corajosa, linda, arruinada Cora, e ela amava Noah também.

 
Então Mercedes mentiu.

E com essa mentira, ela o perdeu. Com essa mentira, ela selou seu destino.

Ela foi a melhor amiga, a madrinha de casamento, a madrinha de batismo, o grude. Ela esteve presente nos bons e nos maus momentos, nos altos e baixos, nos grandes momentos e nas menores situações. E ela esteve presente quando tudo desmoronou.

Esse é um conto sobre a garota que não ficou com o rapaz.




(5 lindos corações, apesar de que daria todos os corações do mundo)


Essa resenha pode conter spoiler, porque eu estou empolgada demais para conter os meus dedos.

Há um ponto importante sobre o livro/leitura que preciso mencionar antes de começar essa resenha: não sei nem como explicar isso de um jeito que não fique sem noção, mas eu ainda estava prólogo quando fui arrebatada por The Smallest Part. Isso com certeza aconteceu porque o prólogo é a coisa mais linda! Ou seja, eu não estava nem no primeiro capítulo para poder dar a desculpa que tive cinco minutos completos para começar a amar o livro. Ao invés disso, tive meros cinco segundos para perceber que ia perder uma noite de sono. Amy 1 x 0 Laira.

Agora que finalmente desabafei...

Essa é uma história standalone sobre a vida do psiquiatra Noah Andelin (você provavelmente o conheceu em The Law of Moses), e sua amizade com Mercedes e Cora.

A narrativa começa em algum momento do ano 1985 quando os dois amigos, Noah e Mercedes, conhecem a mais nova residente do condomínio The Three Amigos (Os Três Amigos), Cora. Mercedes, a garota Latina, é introduzida na história como aquela que mentiu por amor, e carregou aquela mentira por muito tempo, e Cora, é a amiga insegura que luta constantemente para encontrar seu caminho na vida. Um caminho que a permita ser suficiente e significativa. Eles são amigos desde a infância, e com o passar dos anos, aprendem sobre preservar os bons amigos, e entender o significado que cada um tem para o outro.  

O capítulo um, assim como os outros capítulos, é dividido em duas metades (passado e presente), cada um marcado por um ano e um ícone fofo que ilustra o que podemos esperar naquela parte da história. Além disso, (isso é um spoiler que eu preciso contar, porque me deixou muito feliz e eu achei genial), Harmon menciona um personagem de Peter Pan para fazer uma comparação ao momento em que Noah e Mer conhecem Cora, o que não te dá outra escolha, a não ser amar e se apaixonar completamente por esse livro.

Em The Smallest Part somos totalmente pegos de surpresa por alguns acontecimentos inesperados. Então não espere descobrir muito sobre o enredo lendo apenas a sinopse. Na verdade, depois de ler o livro eu percebi que estava completamente despreparada para enfrentar aqueles acontecimentos. Portanto, esteja preparado para chorar, para inspirar-se, e encontrar-se total e verdadeiramente conectado com os personagens. 

Como a própria autora já havia dito, esse livro é mais sobre amizade do que qualquer outra coisa, apesar de parecer que existe um triângulo amoroso. Tira isso da cabeça, porque é amizade na veia! E é tão lindo ver como tudo começou, o modo como cada amigo esteve presente em cada momento da vida um do outro. A forma como cada um tem vivido, como tem lidado com os melhores e piores momentos. A maneira como cada um exerce seus papéis. O meu coração ficou extremamente aquecido em ver como os três amigos sempre apoiavam uns aos outros. Harmon fez um trabalho tão bom, tão maravilhoso que The Smallest Part veio para curar e mexer com os nossos corações de um jeito inexplicável. Foi uma experiência única navegar pelas lindas palavras da autora. Palavras que carregavam tanto poder sobre a amizade, e a maneira como o amor pode sim ser compartilhado dentro desse universo. 

Obrigada, Amy, você me fez amar The Smallest Part desde o início. E gracias por me mostrar que todos nós temos um papel a exercer nessa vida. Grande ou pequeno, ele é nosso, e precisamos exercê-lo da melhor maneira que pudermos.

-
-
-

Adquira já o seu:

Amazon BR


Adicione à sua estante:

Skoob
Goodreads


© LIVROS MINHA TERAPIA- TODOS OS DIREITOS RESERVADOS | Design e Programação por